[Resenha] Amor, Histórias e Cupcakes — Sue Watson

Oioi gente!

Eu vim trazer mais uma resenha, dessa vez do segundo livro da minha TBR. Sério, eu estou me superando com tantas resenhas em uma semana, dá até um orgulhozinho por estar cumprindo minhas metas sem enrolação.

Eu ganhei esse livro de uma amiga muito querida e finalmente posso dizer que LI AMOR, HISTÓRIAS E CUPCAKES! Nossa, vocês não tem noção do quanto enrolei antes de finalmente tomar vergonha na cara e finalizar a leitura.

amor, histórias e cupcakesFaye Dobson perdeu seu brilho. Vivendo de fantasias cinematográficas e vagas memórias do que seu casamento já foi, ela não pode evitar o sentimento de que a vida está passando por ela. Faye sonha em ser sequestrada para um jantar em Paris, fazer três desejos na Fontana di Trevi e fazer sexo sob as estrelas. Mas as rugas começam a aparecer, a paixão de seu marido é pelo trabalho e o mais perto que ela chegará de Roma é o delivery de pizza. Quando Faye conhece Dan, um lindo surfista australiano que trabalha na delicatessen da cidade, ela não consegue deixar de pensar em como seria conhecer o mundo. Ele é loiro, bronzeado, dez anos mais novo e faz o melhor cupcake de limão. Diferente de seu marido, Dan realmente a ouve, seus sorrisos fazem com que ela se sinta quente e quando ele sorri… Ai, Meu, Deus. Mas será que Faye está sendo boba? O que Dan veria em alguém como ela? E, mesmo que visse algo, ela poderia desistir de tudo para ficar com ele? Uma comédia hilária e cativante sobre como tomar as rédeas de sua vida, antes que seja tarde demais.

Saraiva – Submarino

Editora: Pandorga     ano: 2016     Páginas: 300     autor: Sue Watson

IMG_20170723_1022327421O livro conta a história de Faye Dobson, uma mulher com mais de 40 anos e que passou a vida se dedicando à família. Após engravidar de Emma, Faye abriu mão de entrar em uma universidade e se contentou em casar-se com o pai de sua filha, fazendo de tudo para criá-la. Agora, no entanto, com Emma crescida e fora de casa, a relação de Faye com o marido, Craig, parece insustentável. Os dois não agem como um casal, e Craig poderia facilmente trocá-la por tubos de encanação.

É isso? […]. Apenas um sutiã antigo, seios envelhecidos e sexo com o mesmo homem até que eu morra? Sem cadeiras vazias nas mesas do terraço, sem dança sob as estrelas e sem champanhe no gelo esperando por mim?

Em mais uma das inúmeras noites em que Craig a deixa sozinha para apreciar a companhia da televisão, Faye encontra uma mochila antiga, com sonhos de sua adolescência. Entre os achados, está sua “lista para a vida”, com vários itens ainda não cumpridos, e um postal com a imagem de um terraço em Nova York.

Apesar de anos mais velha e mais sábia, a imagem ainda tinha o mesmo efeito sobre mim. Um terraço em Nova York em uma enevoada noite dourada, as estrelas surgindo no céu, as luzes da cidade brilhantes e distorcidas abaixo. Duas taças e uma garrafa de champanhe em uma mesa para dois, e, se você continuasse a olhar, a distância, um casal dançando nas sombras.

Usando as roupas de Emma para aplacar a saudade e se dedicando todos os dias a rotina monótona, Faye conhece Dan, um surfista bronzeado, lindo e viajado que trabalha na delicatessen, e seus sonhos e a vontade de viver tudo que não teve oportunidade vem à tona.

Dan é bonito e de sorriso fácil, tem trinta e poucos anos, e quando Faye fala, ele para para ouvi-la, como se ela fosse a mulher mais importante do mundo. E, afinal, por que ela não poderia ser? Se não a mais importante, pelo menos aquela de quem se orgulhasse e que lutasse por seus sonhos.

E então a antiga Faye renasce, cheia de desejos, com uma vontade louca de completar sua lista de vida e de estar naquele terraço em Nova York, com duas taças, uma garrafa de champanhe e uma mesa para dois. E para completar sua lista, a protagonista contará com a ajuda de um surfista maravilhoso, sempre pronto para embarcar em uma boa e alucinante aventura.

O Dan é aquele personagem cativante e perfeitinho. O cara surfa, vive viajando, sabe cozinhar de tudo e é lindo. Ah, e ele gosta de ler! Cadê o meu Dan? De hoje em diante, entrarei em todas as delicatessens do mundo, até encontrar o meu Dan, maravilhosamente bronzeado e com cupcakes de limão a minha espera.

O livro também conta com personagens secundários muito engraçados. Sue, a melhor amiga de Faye, é uma mulher solteira, com mais de quarenta anos, que foi traída pelo marido. Ela acredita em horóscopo e não sai de casa sem antes ver o que o destino a reserva, além de se aventurar em relacionamentos virtuais que acabam não dando nada certo, enquanto, no fundo, espera que seu ex-marido volte. Minha maior decepção com o livro foi a autora não ter dado um final feliz para a Sue, deixando seu final em aberto.

— Não tenho a pretensão de “ser feliz”, amor. Só tento passar cada dia sem cometer suicídio ou assassinato. Isso é o que importa, não é?

— Sue

Amor, Histórias e Cupcakes foi uma leitura divertida. A protagonista é engraçada e parece sempre ter o que falar, mesmo nos momentos mais inoportunos.

Esse estilo de leitura, com protagonistas mais velhas que buscam mais do que uma rotina monótona, vem crescendo bastante e conseguindo seu espaço no mercado. É hora de acabar com o tabu de que casamento tem que ser para a vida toda. Não, não precisa ser assim. Se a pessoa se sente infeliz e sobrecarregada, ou até mesmo se apaixonou novamente, é melhor que termine, de forma sincera e sem traição.

O livro é narrado em terceira pessoa e a diagramação da editora Pandorga está maravilhosa, com as folhas levemente amareladas e com o papel mais firme. E tem essa capa, né gente? Está um arraso! Tenho certeza que a minha amiga me deu o livro por causa dela.

Ah, deem uma lida na mensagem muito sábia abaixo: “A vida é curta; coma bolo”. Siiim!

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Espero que tenham gostado da resenha ❤

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[Resenha + Quotes] Uma Real Leitora — Alan Bennett

Oioi gente! Como vocês estão?

Na minha cidade o frio está acabando, vocês acreditam? Poxa, eu estava louca para aproveitar o clima e passar o dia debaixo do cobertor.

Uma Real Leitora é um dos livros que está na minha TBR de Inverno, e eu já terminei a leitura! Ouvi um aleluia, irmãos?

uma real leitoraCerto dia. a alegria exagerada de alguns dos cães welsh corgi da rainha inglesa chama a sua atenção. Ao chegar à varanda do palácio. Sua Alteza presencia os cachorros latindo para um furgão estacionado. Curiosa. não hesita em vencer os pequenos degraus e descobre a biblioteca itinerante. É o início de uma grande paixão pela leitura. que terá como guia Norman. um controvertido empregado do palácio. De uma hora para outra. Sua Alteza torna-se assídua freqüentadora da biblioteca. Henry James. Charles Dickens e Marcel Proust são seus novos companheiros.

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Uma Real Leitora foi um livro que peguei despretensiosamente na biblioteca, porque o título era interessante e a capa muito elegante. Não tinha muitas expectativas, o que contribuiu bastante para que a obra me impressionasse. Na verdade, antes da TBR de inverno eu nem pensava em realmente lê-lo e foi uma surpresa muito grande ao me ver presa nas páginas, usando a velha desculpa de “só mais um capítulo”.

O livro é um romance de Alan Bennett, onde a protagonista não é ninguém mais, ninguém menos que a Rainha Elizabeth II. E ele narra de forma muito descontraída, citando clássicos da literatura inglesa e mundial, como surgiu o amor da monarca pelos livros.

Tudo começou durante um passeio com seus cachorros, no Palácio de Buckingham. Onde os corgis malcriados e esnobes, saíram correndo feito loucos, latindo para um grande furgão estacionado. O furgão pertencia a biblioteca itinerante de Westminster.

De imediato, durante a primeira visita inesperada, pegar um livro parecia uma obrigação. Da segunda vez, a rainha realmente se entregou a obra, passando a ler constantemente, enquanto é assessorada por Norman, um rapaz ruivo e magricela que trabalhava na cozinha.

Logo Norman é promovido, e a cede de leitura da rainha aumenta, o que irrita as pessoas ao seu redor. As obrigações reais que Elizabeth tinha muita satisfação em cumprir, passaram a ser inconvenientes, chegar uns minutinhos atrasada também estava virando rotina, assim como repetir peças de seu guarda-roupa, o que antes era considerado inadmissível. E se não bastasse isso, os assuntos que antes giravam em torno de problemas reais, clima e coisas supérfluas, dá lugar a discussões acaloradas (e monólogas), sobre Thomas Hardy, e seu poema do Titanic e do iceberg, Proust e muitos outros autores que ninguém — além da monarca e Norman — parece conhecer. A lista da rainha é extensa, fazendo-a pensar que nunca terá tempo de compensar os anos que perdeu sem ler.

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A leitura é muito gostosa e instrutiva. Alan Bennett descreve como é a vida da monarca, mas não da forma glamourosa que estamos acostumados a imaginar. Bennett descreve a rotina de Elizabeth, os afazeres e como a rainha idosa é vista e subestimada. Em contrapartida, demonstra o quanto a velhinha é astuta e cativante.

Foi uma leitura rápida de um dia, de onde tirei lições importantes e quotes maravilhosos.

Se você é daqueles leitores que estão sempre com um livro estrategicamente bem colocado e a qualquer momento sacam uma edição e se desligam do mundo, com certeza Uma Real Leitora é uma boa pedida.

Melhores quotes:

“— Briefing é seco, factual, direto. Ler é confuso, discursivo e eternamente atraente. Briefing encerra um assunto, ler abre.”

Pág 27.

 

“— Com certeza a maior parte das pessoas sabe ler?

— Sabem ler, majestade, mas não tenho certeza de que leiam.

— Então, Sir Kevin, estou dando um bom exemplo.”

Pág 32.

 

“— Entendo — disse ele [Sir Kevin] — Vossa Majestade precisa de um passatempo.

— Passatempo? — disse a rainha — Livros não são passatempo. São sobre outras vidas. Outros mundos. Longe de querer que o tempo passe, Sir Kevin, o que queremos é ter mais tempo.”

Pág 33.

 

“O apelo da leitura, pensava ela, estava em sua indiferença: havia algo altivo na literatura. Livros não se importavam com quem os estava lendo ou se os liam ou não. Todos os leitores eram iguais, ela inclusive. A literatura, pensou, é uma Commonwealth; as letras, uma república. […] Naquela época, ela considerava ligeiramente ofensivo falar de república, sob qualquer aspecto, e em sua presença, uma falta de tato, no mínimo. Só agora entendia o que queria dizer. Livros não faziam deferências. Todos os leitores eram iguais. […] Era anônima; era compartilhada; era comum a todos. E ela, que havia levado uma vida apartada, agora descobria que tinha fome daquilo. Ali naquelas páginas e entre aquelas capas podia caminhar incógnita.”

Pág 35.

 

“— É. É exatamente isso que é. Um livro é uma bomba que faz explodir a imaginação.”

Pág 37.

 

“— Nós lemos por prazer — disse a rainha — Não é um dever público”.

Pág 46.

 

“Penso na literatura como um vasto país para cujas distantes fronteiras estou viajando, mas que não é possível alcançar. Eu comecei tarde demais. Nunca vou recuperar o tempo perdido. A etiqueta pode ser ruim mas a vergonha é pior”.

Pág 48.

 

“Um autor escocês foi particularmente alarmante. Quando ela perguntou de onde vinha sua inspiração, ele respondeu ferozmente:

— Não vem, majestade. Tenho que sair atrás dela”.

Pág 52.

 

“Uma receita para a felicidade é não ter nenhuma sensação de ter direito a alguma coisa. Esta é uma lição que nunca estive em posição de aprender. […] Ele [Anthony Powell] observou que ser escritor não desobrigava ninguém de ser um ser humano. Enquanto isso (e isso não dissemos) ser rainha desobriga. Tenho de parecer um ser humano o tempo todo, mas raramente tenho de ser um. Tenho gente para fazer isso por mim”.

Pág 70.

 

“Você não põe sua vida nos seus livros. Você a encontra neles”.

Pág 94.

 

“— Como alguns de vocês sabem, ao longo dos últimos anos me transformei numa ávida leitora. Os livros enriqueceram minha vida de uma forma que nunca teríamos esperado. Mas livros só podem nos levar até um determinado ponto e agora acredito ter chegado a hora de no lugar de leitora me transformar, ou tentar me transformar, em escritora”.

Pág 103.

[Parceria] Vinícius Fernandes — A. Wood

Oioi gente!

Hoje vim anunciar mais uma parceria, com o autor Vinícius Fernandes, que usa o pseudônimo A. Wood para assinar seus livros.

Seja muito bem-vindo ao Aspas & Virgula, Vinícius!

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Vinícius Fernandes nasceu em São Paulo e escreve sob o pseudônimo de A. Wood. Conheceu o mundo literário com 7 anos, depois de aprender a ler. Aos 12, criou sua primeira história, que se estendeu por uma trilogia não publicada. Também escreve contos que publica em suas redes sociais. Seu primeiro romance publicado, Graham – O Continente Lemúria, é best-seller da editora Selo Jovem e sucesso de críticas.

Formado pela Universidade São Judas Tadeu em Tradução e Interpretação, o autor atualmente mora em São Paulo, onde atua como professor de inglês, tradutor e intérprete.

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Sobre os livros:

Lázaro — A Maldição dos Mortos

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Avenida Paulista – 18h00min

Três carretas.

De dentro delas, mortos-vivos são liberados, espalhando o caos pela cidade de São Paulo. Do dia para a noite, a sociedade tem suas estruturas abaladas e entra em colapso. Ao mesmo tempo, Luca, seu tio e amigos tentam a todo custo escapar do pesadelo. Mas sair da cidade não é o fim, e sim apenas o começo da era dos mortos-vivos. De onde eles vêm? Será que a maior cidade da América Latina resistirá?

Do autor de “Graham – O Continente Lemúria”, “Lázaro – A Maldição dos Mortos” tem um ritmo frenético que prende o leitor da primeira à última página.

 

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Graham — O Continente Lemúria

450xN (1)Essas criaturas malditas existem. São tão reais quanto qualquer pessoa. Elas existem, estão entre nós, e eu odeio todas elas. Quero vê-las mortas, torturadas, dizimadas. Estou aqui apenas para isso. Aniquilá-las uma por uma.”

Peter Graham é um caçador de vampiros, mas não foi sempre assim. Antes era um rapaz homossexual que enfrentava as dificuldades de uma sociedade dividida entre a aceitação, o respeito e a repugnância à sua condição. Tinha amigos, amores, preocupações e medos como qualquer jovem, mas tudo isso ficou no passado. O novo Peter é frio e destemido a conseguir seu objetivo: aniquilar o maior número de vampiros possível. No entanto, tudo sofre uma reviravolta quando se vê obrigado a realizar uma missão à Família de vampiros que procura há muito tempo: caçar e matar um lobisomem. O que Peter não esperava era se apaixonar por ele e acabar por descobrir um segredo muito antigo que pode ajudá-lo em sua busca…

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O Véu Entre Mundos

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Nós não estamos sozinhos no Universo.
Quando Alice Limberger e seu namorado, Marco, têm um estranho encontro com uma fada no parque do Ibirapuera, suas vidas e a de todos os moradores da cidade de São Paulo começam a mudar da noite para o dia. Portais sobrenaturais se abrem misteriosa e aleatoriamente em diversas regiões, ocasionando no sumiço de pessoas e no aparecimento de seres que até então só existiam em livros infantis. Como e por que esses portais estão aparecendo, Alice não consegue explicar, mas descobrirá que é apenas o começo de uma reação em cadeia na qual ela está envolvida no centro de tudo.

 

 

 

 

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TBR de Inverno

Oioi gente!

O inverno chegou e esse clima friozinho é ótimo para ficar debaixo do cobertor com um bom livro. Por causa disso, e porque minhas férias estão se aproximando, resolvi montar uma TBR (a primeira do A&V, por sinal). Selecionei alguns livros que estão atrasados na minha lista, e que pretendo ler do dia 17/07 (segunda-feira), até o dia 30/07 (domingo).

Eu me considero péssima na hora de cumprir metas, mas prometo me esforçar. E, claro, o clima vai contribuir bastante.

Os livros escolhidos foram:

1 – Extraordinário, R. J. Palacio.

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August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade.. até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular em Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apenas da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

 

Esse é um livro que quero ler desde o lançamento e nunca tive oportunidade. Li críticas maravilhosas e agora essa leitura vai ser obrigatória durante essas duas semanas.

2 – Uma Real Leitora, Alan Bennett.

uma real leitoraCerto dia. a alegria exagerada de alguns dos cães welsh corgi da rainha inglesa chama a sua atenção. Ao chegar à varanda do palácio. Sua Alteza presencia os cachorros latindo para um furgão estacionado. Curiosa. não hesita em vencer os pequenos degraus e descobre a biblioteca itinerante. É o início de uma grande paixão pela leitura. que terá como guia Norman. um controvertido empregado do palácio. De uma hora para outra. Sua Alteza torna-se assídua freqüentadora da biblioteca. Henry James. Charles Dickens e Marcel Proust são seus novos companheiros.

 

Uma Real Leitora é um livro que me persegue na biblioteca. Ele fica em um ponto estratégico e sempre acabo esquecendo e pegando-o novamente para olhar a capa. Não sei se estou com grandes expectativas, no entanto, como são pouco mais de 100 páginas, resolvi arriscar.

3 – Amor, Histórias e Cupcakes, Sue Watson.

amor, histórias e cupcakesFaye Dobson perdeu seu brilho. Vivendo de fantasias cinematográficas e vagas memórias do que seu casamento já foi, ela não pode evitar o sentimento de que a vida está passando por ela. Faye sonha em ser sequestrada para um jantar em Paris, fazer três desejos na Fontana di Trevi e fazer sexo sob as estrelas. Mas as rugas começam a aparecer, a paixão de seu marido é pelo trabalho e o mais perto que ela chegará de Roma é o delivery de pizza. Quando Faye conhece Dan, um lindo surfista australiano que trabalha na delicatessen da cidade, ela não consegue deixar de pensar em como seria conhecer o mundo. Ele é loiro, bronzeado, dez anos mais novo e faz o melhor cupcake de limão. Diferente de seu marido, Dan realmente a ouve, seus sorrisos fazem com que ela se sinta quente e quando ele sorri… Ai, Meu, Deus. Mas será que Faye está sendo boba? O que Dan veria em alguém como ela? E, mesmo que visse algo, ela poderia desistir de tudo para ficar com ele?

Na verdade eu ganhei esse livro de uma amiga muito querida, e sinto muito em dizer que mesmo a capa sendo maravilhosa, ele está parado na minha estante implorando para ser lido. Graças a essa TBR isso finalmente vai acontecer.

4 – A Noiva do Capitão, Tessa Dare.

a-noiva-do-capitao-tessa-dare-1024x1478Madeline possui muitas habilidades preciosas: é uma excelente desenhista, escreve cartas como ninguém e tem uma criatividade fora do comum. Mas se tem algo em que ela nunca consegue obter sucesso, por mais que tente, é em se sentir confortável quando está cercada por muitas pessoas… Chega a lhe faltar o ar! Um baile para ser apresentada à Sociedade é o sonho de muitas garotas em idade para casar, mas é o pesadelo de Maddie. 

E, para escapar dessa obrigação, a jovem cria um suposto noivo: um capitão escocês. Ela coloca todo o seu amor em cartas destinadas ao querido – e imaginário – Capitão Logan MacKenzie e convence toda a sua família de que estão profunda e verdadeiramente apaixonados. 

Maddie só não imaginava que o Capitão “MacFajuto” iria aparecer à sua porta, mais lindo do que ela descrevia em suas cartas apaixonadas e pronto para cobrar tudo o que ela lhe prometeu.

Em dezembro de 2016 eu estava louca para ler esse livro, então finalmente comprei o livro digital e… E nada. Fiquei tão enrolada que não pude sentar e apreciar esse livro maravilhoso, por isso me recuso a passar o recesso sem lê-lo.

E então? O que vocês acharam da minha TBR? Fiquem à vontade para darem sugestões ❤

[Resenha] Austenlândia — Shannon Hale

Capa Austenlândia V2 RB.aiJane Hayes tem 33 anos e mora na Nova York atual. Bonita, inteligente e com um bom emprego, ela guarda um um segredo constrangedor: é verdadeiramente obcecada pelo Sr. Darcy. Embora sonhe com ele, os homens reais com os quais se depara são muito diferentes dos que habitam sua fantasia. Justamente por isso, ela decide deixar de lado sua vida amorosa e aceitar seu destino: noites solitárias aconchegada no sofá assistindo a Colin Firth em seu DVD. Porém, esses não são os planos que sua rica e velha tia-avó Carolyn, tem para a moça. A única a descobrir o segredo de Jane deixa, em seu testamento, férias pagas para a sobrinha-neta na Austenlândia. A ideia é que Jane tenha uma legítima experiência como uma dama no início do século XX e consiga se livrar de uma vez por todas de sua obsessão. Contudo, para isso, ela terá que abrir mão do celular, da internet e até do uso de sutiãs em troca de tardes de leitura, espartilhos e… a companhia de belos cavalheiros. 

Saraiva Amazon 

Editora: Record     ano: 2014     Páginas: 240     autor: Shannon Hale

Quando comecei a ler Austenlândia, minhas expectativas estavam muito altas. Bem, e como não estariam? Como leitora assídua de romances de época, ler um livro que revive o século XIX (dezenove), em contraste com nossa época, era realmente algo a se esperar muito. Por isso, e só por isso, ele me decepcionou um pouquinho.

Jane Hayes é uma americana bonita, com um emprego aceitável. No entanto, aos 33 anos, continua sozinha. Ah, e o que tem de errado nisso, né? O problema é que Jane está obcecada (embora deteste admitir isso), pelo Sr. Darcy. Passando suas noites assistindo Orgulho e Preconceito, revendo os olhares trocados por Lizzy e o Sr. Darcy, naquela versão da BBC, onde o maravilhoso Colin Firth o representa. Jesus! Até eu sofro desse mal.

Jane via e revia a parte em que Elizabeth e o Sr. Darcy olham um para o outro por cima do piano e há aquele estalo, e o rosto dela se suaviza, e ele sorri, com o peito arfando como se fosse inspirar a imagem dela, e os olhos dele brilham tanto que você até pensa que ele vai chorar… Ah!

E se não bastasse isso, Jane procura pelo irresistível personagem em todos os caras que namora. E, claro, quando comparados, nunca superam as expectativas, e a pobre Jane continua só, embarcando em outras jornadas amorosas, em busca do tão esperado romance arrebatador.

Desiludida com tantas decepções, ela decide que agora basta. Já chega de homens e suas ilusões. Está na hora de colocar os pés no chão e seguir em frente, sem o Sr. Darcy ou qualquer outro homem que apareça.

— [Orgulho e Preconceito] Além de inteligente e engraçado e talvez o melhor romance já escrito, também é a história de amor mais perfeita da literatura, e nada na vida consegue chegar aos pés dela, então passo meus dias mancando à sombra dela.

E tudo ia bem, ou pelo menos ficaria, com o passar do tempo, quando sua tia-avó Carolyn morre, e a deixa no testamento. Bem, as duas nunca foram próximas, então não era de se esperar nada tão grandioso. Porém, a surpresa foi maior: tia Carolyn a havia deixado uma viajem para Austenlândia, o lugar de seus sonhos, ou seriam pesadelos?

Depois de muito refletir, Austenlândia, em Pembrook Park, na Inglaterra, parecia ser o ponto final perfeito para abandonar sua obsessão. Jane embarcaria nessa aventura, viveria o tão sonhado século dezenove e sairia de lá curada, deixando o maravilhoso Sr. Darcy para trás, e com ele, tudo que estava relacionado a homens.

Em Pembrook Park, Jane Hayes se torna a Srta. Jane Erstwhile, sobrinha de Sir John Templeton e Lady Saffronia, duas pessoas que ela nunca havia visto na vida. Suas calcinhas e sutiãs foram substituídos por espartilhos desconfortáveis e calçolas nada práticas, e o meio urbano tumultuado deu lugar ao ambiente campestre, repleto de colinas e arvores frondosas. Lindo, maravilhoso, porém, nem um pouco real. No meio de todo aquele faz de conta, com mulheres carentes pagando horrores para se sentirem o centro das atenções de atores usando coletes de gola alta, casacos com cauda e até costeletas, Jane se sentia sufocada, patética e desiludida.

O livro é muito bem construído, a protagonista é divertida, espirituosa e faz muito papel de trouxa. Sério, me imaginei no lugar dela, sofrendo as mesmas desilusões, a procura do cavalheiro de época que mora nos romances.

Quando ela se deu uma pausa para absorver a ideia, a verdade lhe pareceu tão destruidora quanto a descoberta sobre o Papai Noel aos 8 anos. Não existe Sr. Darcy. Ou, mais precisamente: O Sr. Darcy seria na verdade um idiota chato e pomposo.

O final teve uma reviravolta e tanto, e eu gostei. Bem, foi no mínimo inusitado e um pouco confuso, mas, rá, a Jane ficou com quem eu queria. Já o meio do livro foi maçante, embora demonstre bem como verdadeiramente era a vida das ladies do século dezenove: um completo tédio, dividido entre bordado, conversas supérfluas e caminhadas com vestidos pesados, sujando a barra no campo molhado. Fiquei decepcionada porque esperava por bailes, e só teve um, no singular, um dia antes da protagonista partir do conto de fadas.

No mais, achei Austenlândia encantador, com aquela pitada de desilusão e ótimas referências aos livros de Jane Austen. É uma leitura leve e descontraída que completei em dois dias. Pois é, eu estava mesmo desesperada por um livro assim.

E para terminar a resenha, esse é o trecho que descreve perfeitamente o que sinto quando leio algum romance de época arrebatador (não só os da Austen):

E Orgulho e Preconceito era o romance mais maravilhoso e emocionante de todos os tempos, do tipo que penetrava a alma de Jane e a fazia tremer.