[Resenha] Lázaro – A Maldição dos Mortos

Oi, gente, meu nome é Iggor ( É. Com dois G’s mesmo) Valeriano, eu tô aqui a convite da Duda (não sei se ponho “Almeida” ou não) para falar um pouco sobre o livro “Lázaro- A Maldição dos Mortos” para vocês.

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Avenida Paulista – 18h00min

Três carretas.

De dentro delas, mortos-vivos são liberados, espalhando o caos pela cidade de São Paulo. Do dia para a noite, a sociedade tem suas estruturas abaladas e entra em colapso. Ao mesmo tempo, Luca, seu tio e amigos tentam a todo custo escapar do pesadelo. Mas sair da cidade não é o fim, e sim apenas o começo da era dos mortos-vivos. De onde eles vêm? Será que a maior cidade da América Latina resistirá?

Do autor de “Graham – O Continente Lemúria”, “Lázaro – A Maldição dos Mortos” tem um ritmo frenético que prende o leitor da primeira à última página.

Amazon – Selo Jovem – Mercado Livre

Eu estava realmente ansioso para ler e resenhar “Lázaro – A Maldição dos Mortos”, isto porque sou um grande fã de livros de ficção e fantasia, e este livro já me conquistou nas primeiras páginas. Por sempre gostar deste estilo de leitura, ficava me perguntando: por que alguém não escreve sobre um apocalipse zumbi no Brasil? Bom… Alguém escreveu.

Luca Torres é um jovem no auge de seus vinte anos que de repente se vê em um cenário desolador, fugindo de zumbis assassinos. Particularmente, nunca gostei de protagonistas. Eles são sempre perfeitos e bons demais em tudo, como se pudessem salvar o mundo a qualquer momento. E o que me encantou no Luca é que ele não possui nada de muito especial, sendo um cara normal, plausível. Essa realidade do personagem é o que nos conquista e nos aproxima da história.

De uma hora para a outra é como se Luca estivesse em uma realidade alternativa, em um mundo completamente estranho, onde a maior cidade da América Latina é um verdadeiro inferno e onde há mortos vivos por toda a parte, matando todos que vê pela frente. Nenhum lugar parece seguro, tudo o que as pessoas podem fazer é fugir para o mais longe possível de tudo aquilo ou resistirem e enfrentar algo que nunca viram.

Com seu colega de trabalho, Pietro, que estava com ele nos primeiros momentos do pandemônio, o casal de amigas Silvinha e Bela, e seu tio Bernardo, Luca parte numa empreitada para escapar daquela cidade que agora é um cemitério, onde até os mortos estão vivos. Enquanto tudo acontece, Luca precisa se manter firme naquela situação, além de tentar compreender suas estranhas visões em relação àquele “fim do mundo”.

Pietro é, sem sombra de dúvidas, meu personagem preferido. É nítido o madurecimento dele no decorrer da história, onde vai ganhando força e profundidade, e por isso me cativou de uma maneira inesperada. Além dele, Silvinha e Bela são o casal mais fofo que o mundo precisa conhecer. São extremamente divertidas, em especial, Bela, que tem a incrível capacidade de fazer humor nos momentos mais tensos. Simplesmente amo esse tipo de pessoa, principalmente porque sou uma delas.

Tio Bernardo é, com certeza, o grande herói em várias situações. General reformado, a sua coragem e as habilidades adquiridas nos anos de serviço garantiram a sobrevivência do grupo nos momentos de mais risco (talvez seja spoiler, não sei direito).

Em entrevista ao blog “Vitamina L”, no dia 26 de maio deste ano, o autor foi questionado sobre o que o leitor podia esperar de “Lázaro – A Maldição dos Mortos”. Em resposta, disse: “Um livro com muita ação e um ritmo frenético, com personagens ‘reais’ misturando-se à ficção”.

Bom, depois de finalizar a leitura, posso afirmar que o autor cumpriu sua promessa. ‘Ação” é a palavra que mais caracteriza o enredo. A forma como as diversas situações vão fluindo naturalmente, sem parar, é emocionante. Os momentos de tensão são do tipo de prender a respiração. As descrições são tão detalhadas que é como se as cenas estivessem acontecendo em frente aos personagens, como o próprio autor disse: reais, misturando-se a ficção.

Outro aspecto do livro que me interessou bastante foi a forma como A. Wood apresenta diferentes pontos de vista relacionados à toda aquela situação apocalíptica. Vários personagens vão surgindo ao longo de toda a trama. Essa liberdade para expandir a visão sobre tudo só é possível porque a história é narrada em terceira pessoa e, como consequência, a leitura se torna fresca e nem um pouco tediante ou maçante.

Também achei incrível a representatividade LGBT que o autor pôs na história. Alguns livros e filmes possuem esta “representatividade”, entretanto, na maioria das vezes ela é estereotipada ou pequena demais, e nesse livro a abordagem é enfática e natural, mostrando que a homossexualidade é absolutamente normal, assim como a heterossexualidade seria na história. Esta representatividade é de extrema importância na literatura brasileira e ver autores abraçando essa causa e debatendo este assunto é ainda mais importante.

Bom, essa foi a minha primeira resenha, ela foi feita e refeita muito até chegarmos aqui e espero que tenha ficado boa. “Lázaro – A maldição dos mortos” é uma história vibrante e acelerada, o enredo foi capaz de me prender de uma maneira inesperada. E eu não poderia terminar a resenha sem dizer o quanto eu passei a admirar o trabalho de A. Wood, um autor que, sem sombra de dúvidas, vem agregando mais credibilidade ao mercado literário nacional.
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[Resenha] A Noiva do Capitão — Tessa Dare

Oioi gente!

Esse é o terceiro livro da minha TBR de inverno e eu estava louca para falar dele com vocês. Além dessa capa extraordinariamente linda, o livro e os personagens são encantadores.

Antes de começar a resenha, tenho que informar que esse é o terceiro livro da série Castles Ever After, da Tessa Dare. Li fora da ordem porque sou rebelde meeesmo. Ok, ok, parei.

Os livros são independentes, então creio que não aja nenhum problema em ler fora da ordem, e eu estava louca para ler esse livro, porque a sinopse chamou minha atenção. Pois é, pela primeira vez li um livro pela sinopse e não pela capa.

a-noiva-do-capitao-tessa-dare-1024x1478Madeline possui muitas habilidades preciosas: é uma excelente desenhista, escreve cartas como ninguém e tem uma criatividade fora do comum. Mas se tem algo em que ela nunca consegue obter sucesso, por mais que tente, é em se sentir confortável quando está cercada por muitas pessoas… Chega a lhe faltar o ar! Um baile para ser apresentada à Sociedade é o sonho de muitas garotas em idade para casar, mas é o pesadelo de Maddie. 

E, para escapar dessa obrigação, a jovem cria um suposto noivo: um capitão escocês. Ela coloca todo o seu amor em cartas destinadas ao querido – e imaginário – Capitão Logan MacKenzie e convence toda a sua família de que estão profunda e verdadeiramente apaixonados. 

Maddie só não imaginava que o Capitão “MacFajuto” iria aparecer à sua porta, mais lindo do que ela descrevia em suas cartas apaixonadas e pronto para cobrar tudo o que ela lhe prometeu.

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Editora: Gutenberg     ano: 2017     Páginas: 256     autor: Tessa Dare

Madeline Gracechurch parecia ter nascido no século errado. Nunca desejou ser o centro das atenções e fugia de eventos sociais. Prestes a ser apresentada a sociedade londrina, Maddie sabia que não iria conseguir. Ela congelava quando havia muitas pessoas ao seu redor. E ir a um baile? Nem em sonho.

Por isso, com a imaginação sempre aflorada e o desespero a corroendo, Madeline arruma um noivo, mais precisamente: ela cria um. O Capitão Logan Mackenzie parecia ser o partido perfeito. Além de ser escocês e estar longe o bastante da Inglaterra, ele era bonito e perdidamente apaixonado pela dama, reservava seu tempo livre para ler as cartas de sua amada e lhe escrever poemas apaixonados, e, o melhor de tudo: não existia.

O pai de Maddie, que antes parecia apavorado com a ideia de sua filha não se sair bem no meio da alta sociedade, parou de perturba-la. Agora a jovem passava suas tardes escrevendo missivas ao Capitão MacFajuto e as destinando à um lugar qualquer e para um homem imaginário.

A mentira ganha tamanha proporção que os irmãos mais novos de Maddie passam a orar todas as noites pelo capitão, e a moça chegou a ganhar do padrinho um castelo na Escócia, para morarem quando o noivo retornar da guerra.

Após ver que sua mentira foi longe demais, Madeline decidiu que chegou o fim: o Capitão Logan Mackenzie precisava morrer. E então, com um fim trágico, porém muito heróico, a protagonista abandonou seu amado McFajuto, à quem dedicou anos de sua vida.

Maddie finalmente estava livre. Era senhora do Castelo de Lannir e estava trabalhando com o que mais gostava, ilustrando ciclos de insetos para um nobre. E tudo graças ao fictício falecido, que lhe deu sua carta de alforria. Tudo corria bem, claro, até que o verdadeiro e vivíssimo Capitão Logan Mackenzie surge em sua porta.

Logan era um legítimo capitão escocês. Até kilt o homem vestia. E tinha os ombros largos, os olhos e o tamanho. Céus! Logan era maravilhoso, porém, nada do que Maddie sonhou. Não existia o capitão apaixonado que escrevia poemas, só um homem deliciosamente belo, que “acidentalmente” havia recebido todas suas cartas e agora pretendia cobrar tudo que Madeline prometera nelas. Isso incluía um casamento de verdade e a posse do castelo, onde Logan pretendia estabelecer residência com todos os seus soldados.

— Você… — As palavras morreram na língua dela. Maddie pigarreou e tentou de novo. — Você ficava esperando minhas cartas?

— A guerra é uma ocupação brutal, mo chridhe. Além de ser um tédio e muito desconfortável. Meias são motivo de comemoração. Uma escova de dentes — ele levantou a que tinha em mãos — Vale o peso em ouro. Cartas são o maná dos céus.

O Capitão Logan Mackenzie, após retornar da guerrapretendia devolver à vida a seus homens, no entanto, suas terras haviam sido tomadas e ingleses moravam nelas. Com a pretensão de cumprir sua promessa e assegurar um novo recomeço aos homens que confiaram a vida nele, Logan não vê outra saída, senão ir atrás da dama que lhe escreveu por anos. Ele sabia que havia um castelo em jogo e estava disposto a enfrentar a aparência que a moça tivesse, desde que isso garantisse um lar a seus soldados. O capitão só não contava que Maddie era uma criaturinha ardilosa, com grandes olhos e uma imaginação enorme. E que faria de tudo para resistir aos seus toques, deixando-o completamente louco.

Quando ele afastou o tecido para os lados, não conseguiu acreditar na visão que o aguardava. Ele esperava encontrar uma pele delicada, clara. Em vez disso, ele encontrou… mais tecido.

— Não dá para acreditar. Você está usando duas camisolas.

Ela aquiesceu.

—  E eu pus a de dentro de trás para frente. Uma camada extra de defesa.

Apesar dos pesares, os dois estabelecem uma boa relação. Após se casarem, Madeline pretendia adiar a consumação enquanto tentava arrumar outra saída, e Logan, mesmo estando há anos sem se deitar com uma mulher, não a força a nada.

— Oh, sério, Logan? Isso não é justo.

Ele ergueu os olhos de onde estava, reclinado na espreguiçadeira do quarto, o rosto parcialmente escondido atrás de um livro encadernado em couro verde.

— O que foi? — Ele perguntou.

— Você está lendo Orgulho e Preconceito?

— Eu encontrei na sua estante. — Ele deu de ombros.

Vê-lo lendo qualquer livro já era ruim o bastante. Mas seu livro favorito? Aquilo era tortura.

Desde o início de 2017 que queria muito ler A Noiva do Capitão, mas, após finalmente comprar o e-book, não conseguia tempo para isso. Foi só com a TBR de inverno e duas madrugadas acordada que finalizei a leitura. Nossa! Foi maravilhoso, encantador e apaixonante.

Amo romances de época, mas tenho que admitir que estava ficando um pouco desapontada com os mesmos enredos e tudo o mais. Aí surgiu esse livro e me surpreendeu de inúmeras formas. Ele é narrado em terceira pessoa e conta com um enredo muito bem construído e personagens cativantes.

Logan não é exatamente o herói esperado. Além de não pertencer a aristocracia, o capitão tem um passado doloroso e uma honra desmedida. Ele é o completo oposto dos protagonistas dos romances da Julia Quinn. Maddie também foi ótima. Com uma imaginação enorme, ela ganhou meu coração. Sempre muito sonhadora e fantasiando coisas que não existiam, Madeline parecia uma versão minha demasiadamente melhorada. Quanto aos personagens secundários, os soldados de Logan e a tia de Maddie dão mais vida e graça a obra.

Para finalizar a resenha, vou deixar dois quotes que postei na fanpage e no Instagram e que contém dicas horríveis de como fazer uma mulher se apaixonar:

Espero que tenham gostado ❤

 

 

[Resenha] Amor, Histórias e Cupcakes — Sue Watson

Oioi gente!

Eu vim trazer mais uma resenha, dessa vez do segundo livro da minha TBR. Sério, eu estou me superando com tantas resenhas em uma semana, dá até um orgulhozinho por estar cumprindo minhas metas sem enrolação.

Eu ganhei esse livro de uma amiga muito querida e finalmente posso dizer que LI AMOR, HISTÓRIAS E CUPCAKES! Nossa, vocês não tem noção do quanto enrolei antes de finalmente tomar vergonha na cara e finalizar a leitura.

amor, histórias e cupcakesFaye Dobson perdeu seu brilho. Vivendo de fantasias cinematográficas e vagas memórias do que seu casamento já foi, ela não pode evitar o sentimento de que a vida está passando por ela. Faye sonha em ser sequestrada para um jantar em Paris, fazer três desejos na Fontana di Trevi e fazer sexo sob as estrelas. Mas as rugas começam a aparecer, a paixão de seu marido é pelo trabalho e o mais perto que ela chegará de Roma é o delivery de pizza. Quando Faye conhece Dan, um lindo surfista australiano que trabalha na delicatessen da cidade, ela não consegue deixar de pensar em como seria conhecer o mundo. Ele é loiro, bronzeado, dez anos mais novo e faz o melhor cupcake de limão. Diferente de seu marido, Dan realmente a ouve, seus sorrisos fazem com que ela se sinta quente e quando ele sorri… Ai, Meu, Deus. Mas será que Faye está sendo boba? O que Dan veria em alguém como ela? E, mesmo que visse algo, ela poderia desistir de tudo para ficar com ele? Uma comédia hilária e cativante sobre como tomar as rédeas de sua vida, antes que seja tarde demais.

Saraiva – Submarino

Editora: Pandorga     ano: 2016     Páginas: 300     autor: Sue Watson

IMG_20170723_1022327421O livro conta a história de Faye Dobson, uma mulher com mais de 40 anos e que passou a vida se dedicando à família. Após engravidar de Emma, Faye abriu mão de entrar em uma universidade e se contentou em casar-se com o pai de sua filha, fazendo de tudo para criá-la. Agora, no entanto, com Emma crescida e fora de casa, a relação de Faye com o marido, Craig, parece insustentável. Os dois não agem como um casal, e Craig poderia facilmente trocá-la por tubos de encanação.

É isso? […]. Apenas um sutiã antigo, seios envelhecidos e sexo com o mesmo homem até que eu morra? Sem cadeiras vazias nas mesas do terraço, sem dança sob as estrelas e sem champanhe no gelo esperando por mim?

Em mais uma das inúmeras noites em que Craig a deixa sozinha para apreciar a companhia da televisão, Faye encontra uma mochila antiga, com sonhos de sua adolescência. Entre os achados, está sua “lista para a vida”, com vários itens ainda não cumpridos, e um postal com a imagem de um terraço em Nova York.

Apesar de anos mais velha e mais sábia, a imagem ainda tinha o mesmo efeito sobre mim. Um terraço em Nova York em uma enevoada noite dourada, as estrelas surgindo no céu, as luzes da cidade brilhantes e distorcidas abaixo. Duas taças e uma garrafa de champanhe em uma mesa para dois, e, se você continuasse a olhar, a distância, um casal dançando nas sombras.

Usando as roupas de Emma para aplacar a saudade e se dedicando todos os dias a rotina monótona, Faye conhece Dan, um surfista bronzeado, lindo e viajado que trabalha na delicatessen, e seus sonhos e a vontade de viver tudo que não teve oportunidade vem à tona.

Dan é bonito e de sorriso fácil, tem trinta e poucos anos, e quando Faye fala, ele para para ouvi-la, como se ela fosse a mulher mais importante do mundo. E, afinal, por que ela não poderia ser? Se não a mais importante, pelo menos aquela de quem se orgulhasse e que lutasse por seus sonhos.

E então a antiga Faye renasce, cheia de desejos, com uma vontade louca de completar sua lista de vida e de estar naquele terraço em Nova York, com duas taças, uma garrafa de champanhe e uma mesa para dois. E para completar sua lista, a protagonista contará com a ajuda de um surfista maravilhoso, sempre pronto para embarcar em uma boa e alucinante aventura.

O Dan é aquele personagem cativante e perfeitinho. O cara surfa, vive viajando, sabe cozinhar de tudo e é lindo. Ah, e ele gosta de ler! Cadê o meu Dan? De hoje em diante, entrarei em todas as delicatessens do mundo, até encontrar o meu Dan, maravilhosamente bronzeado e com cupcakes de limão a minha espera.

O livro também conta com personagens secundários muito engraçados. Sue, a melhor amiga de Faye, é uma mulher solteira, com mais de quarenta anos, que foi traída pelo marido. Ela acredita em horóscopo e não sai de casa sem antes ver o que o destino a reserva, além de se aventurar em relacionamentos virtuais que acabam não dando nada certo, enquanto, no fundo, espera que seu ex-marido volte. Minha maior decepção com o livro foi a autora não ter dado um final feliz para a Sue, deixando seu final em aberto.

— Não tenho a pretensão de “ser feliz”, amor. Só tento passar cada dia sem cometer suicídio ou assassinato. Isso é o que importa, não é?

— Sue

Amor, Histórias e Cupcakes foi uma leitura divertida. A protagonista é engraçada e parece sempre ter o que falar, mesmo nos momentos mais inoportunos.

Esse estilo de leitura, com protagonistas mais velhas que buscam mais do que uma rotina monótona, vem crescendo bastante e conseguindo seu espaço no mercado. É hora de acabar com o tabu de que casamento tem que ser para a vida toda. Não, não precisa ser assim. Se a pessoa se sente infeliz e sobrecarregada, ou até mesmo se apaixonou novamente, é melhor que termine, de forma sincera e sem traição.

O livro é narrado em terceira pessoa e a diagramação da editora Pandorga está maravilhosa, com as folhas levemente amareladas e com o papel mais firme. E tem essa capa, né gente? Está um arraso! Tenho certeza que a minha amiga me deu o livro por causa dela.

Ah, deem uma lida na mensagem muito sábia abaixo: “A vida é curta; coma bolo”. Siiim!

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Espero que tenham gostado da resenha ❤

[Resenha + Quotes] Uma Real Leitora — Alan Bennett

Oioi gente! Como vocês estão?

Na minha cidade o frio está acabando, vocês acreditam? Poxa, eu estava louca para aproveitar o clima e passar o dia debaixo do cobertor.

Uma Real Leitora é um dos livros que está na minha TBR de Inverno, e eu já terminei a leitura! Ouvi um aleluia, irmãos?

uma real leitoraCerto dia. a alegria exagerada de alguns dos cães welsh corgi da rainha inglesa chama a sua atenção. Ao chegar à varanda do palácio. Sua Alteza presencia os cachorros latindo para um furgão estacionado. Curiosa. não hesita em vencer os pequenos degraus e descobre a biblioteca itinerante. É o início de uma grande paixão pela leitura. que terá como guia Norman. um controvertido empregado do palácio. De uma hora para outra. Sua Alteza torna-se assídua freqüentadora da biblioteca. Henry James. Charles Dickens e Marcel Proust são seus novos companheiros.

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Uma Real Leitora foi um livro que peguei despretensiosamente na biblioteca, porque o título era interessante e a capa muito elegante. Não tinha muitas expectativas, o que contribuiu bastante para que a obra me impressionasse. Na verdade, antes da TBR de inverno eu nem pensava em realmente lê-lo e foi uma surpresa muito grande ao me ver presa nas páginas, usando a velha desculpa de “só mais um capítulo”.

O livro é um romance de Alan Bennett, onde a protagonista não é ninguém mais, ninguém menos que a Rainha Elizabeth II. E ele narra de forma muito descontraída, citando clássicos da literatura inglesa e mundial, como surgiu o amor da monarca pelos livros.

Tudo começou durante um passeio com seus cachorros, no Palácio de Buckingham. Onde os corgis malcriados e esnobes, saíram correndo feito loucos, latindo para um grande furgão estacionado. O furgão pertencia a biblioteca itinerante de Westminster.

De imediato, durante a primeira visita inesperada, pegar um livro parecia uma obrigação. Da segunda vez, a rainha realmente se entregou a obra, passando a ler constantemente, enquanto é assessorada por Norman, um rapaz ruivo e magricela que trabalhava na cozinha.

Logo Norman é promovido, e a cede de leitura da rainha aumenta, o que irrita as pessoas ao seu redor. As obrigações reais que Elizabeth tinha muita satisfação em cumprir, passaram a ser inconvenientes, chegar uns minutinhos atrasada também estava virando rotina, assim como repetir peças de seu guarda-roupa, o que antes era considerado inadmissível. E se não bastasse isso, os assuntos que antes giravam em torno de problemas reais, clima e coisas supérfluas, dá lugar a discussões acaloradas (e monólogas), sobre Thomas Hardy, e seu poema do Titanic e do iceberg, Proust e muitos outros autores que ninguém — além da monarca e Norman — parece conhecer. A lista da rainha é extensa, fazendo-a pensar que nunca terá tempo de compensar os anos que perdeu sem ler.

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A leitura é muito gostosa e instrutiva. Alan Bennett descreve como é a vida da monarca, mas não da forma glamourosa que estamos acostumados a imaginar. Bennett descreve a rotina de Elizabeth, os afazeres e como a rainha idosa é vista e subestimada. Em contrapartida, demonstra o quanto a velhinha é astuta e cativante.

Foi uma leitura rápida de um dia, de onde tirei lições importantes e quotes maravilhosos.

Se você é daqueles leitores que estão sempre com um livro estrategicamente bem colocado e a qualquer momento sacam uma edição e se desligam do mundo, com certeza Uma Real Leitora é uma boa pedida.

Melhores quotes:

“— Briefing é seco, factual, direto. Ler é confuso, discursivo e eternamente atraente. Briefing encerra um assunto, ler abre.”

Pág 27.

 

“— Com certeza a maior parte das pessoas sabe ler?

— Sabem ler, majestade, mas não tenho certeza de que leiam.

— Então, Sir Kevin, estou dando um bom exemplo.”

Pág 32.

 

“— Entendo — disse ele [Sir Kevin] — Vossa Majestade precisa de um passatempo.

— Passatempo? — disse a rainha — Livros não são passatempo. São sobre outras vidas. Outros mundos. Longe de querer que o tempo passe, Sir Kevin, o que queremos é ter mais tempo.”

Pág 33.

 

“O apelo da leitura, pensava ela, estava em sua indiferença: havia algo altivo na literatura. Livros não se importavam com quem os estava lendo ou se os liam ou não. Todos os leitores eram iguais, ela inclusive. A literatura, pensou, é uma Commonwealth; as letras, uma república. […] Naquela época, ela considerava ligeiramente ofensivo falar de república, sob qualquer aspecto, e em sua presença, uma falta de tato, no mínimo. Só agora entendia o que queria dizer. Livros não faziam deferências. Todos os leitores eram iguais. […] Era anônima; era compartilhada; era comum a todos. E ela, que havia levado uma vida apartada, agora descobria que tinha fome daquilo. Ali naquelas páginas e entre aquelas capas podia caminhar incógnita.”

Pág 35.

 

“— É. É exatamente isso que é. Um livro é uma bomba que faz explodir a imaginação.”

Pág 37.

 

“— Nós lemos por prazer — disse a rainha — Não é um dever público”.

Pág 46.

 

“Penso na literatura como um vasto país para cujas distantes fronteiras estou viajando, mas que não é possível alcançar. Eu comecei tarde demais. Nunca vou recuperar o tempo perdido. A etiqueta pode ser ruim mas a vergonha é pior”.

Pág 48.

 

“Um autor escocês foi particularmente alarmante. Quando ela perguntou de onde vinha sua inspiração, ele respondeu ferozmente:

— Não vem, majestade. Tenho que sair atrás dela”.

Pág 52.

 

“Uma receita para a felicidade é não ter nenhuma sensação de ter direito a alguma coisa. Esta é uma lição que nunca estive em posição de aprender. […] Ele [Anthony Powell] observou que ser escritor não desobrigava ninguém de ser um ser humano. Enquanto isso (e isso não dissemos) ser rainha desobriga. Tenho de parecer um ser humano o tempo todo, mas raramente tenho de ser um. Tenho gente para fazer isso por mim”.

Pág 70.

 

“Você não põe sua vida nos seus livros. Você a encontra neles”.

Pág 94.

 

“— Como alguns de vocês sabem, ao longo dos últimos anos me transformei numa ávida leitora. Os livros enriqueceram minha vida de uma forma que nunca teríamos esperado. Mas livros só podem nos levar até um determinado ponto e agora acredito ter chegado a hora de no lugar de leitora me transformar, ou tentar me transformar, em escritora”.

Pág 103.

[Resenha] Jackaby — William Ritter

Oioi gente!

Hoje venho trazer a resenha de um livro que está entre os meus queridinhos: Jackaby, que de uma forma bem estranha se tornou um dos meus crushs literários de 2016. Agora finalmente ele ganhará uma resenha aqui no A&V.

jackaby“Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.”

Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural.
Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana.
Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara.

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Editora: Única     ano: 2014     Páginas: 254     autor: William Ritter

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O livro começa com Abigail Rook desembarcando em New Fiddleham. É final de Janeiro de 1892 e a moça está em um lugar desconhecido, sem emprego e sem dinheiro.

Abigail, filha de pai antropólogo, sempre teve sede pela descoberta, no entanto, seu desejo de conhecer o novo foi sufocado por anos pelo pai. Até que movida pelo desejo de buscar aventuras, Abigail fugiu. Pegou o dinheiro destinado aos estudos e ingressou numa expedição com o anuncio de uma “Oportunidade Empolgante” em mãos. No fim o trabalho não tinha nada de empolgante, porém era tarde demais para voltar atrás.

Os meses seguintes poderiam ser descritos como uma “oportunidade empolgante”, somente se a definição de empolgante incluísse passar meses comendo as mesmas refeições sem gosto, dormindo em caminhas desconfortáveis e cavando, com pá, a terra rochosa, dia após dia, numa busca inútil.

Agora ali estava ela: em um lugar desconhecido e sem um centavo no bolso, mas obstinada o bastante para não voltar para casa.

A Srta Rook foi sem dúvida uma das personagens que mais gostei. Ela tem foco, gosta de fazer perguntas e não tem medo de arriscar. Imaginei-a muitas vezes como uma moça inocente e curiosa para alguns assuntos, porém determinada e segura em outros.

Precisando de emprego e em sua busca por aventura, ela não pensou duas vezes e respondeu ao anúncio de serviços investigativos encontrado. Jackaby, seu mais novo patrão, via o extraordinário, invadia cenas de crime, roubava provas de investigações e afirmava que criaturinhas moravam no casaco de Abigail. E de uma forma bem maluca, era o tipo de aventura que a Srta Rook vinha buscando.

Esse mundo está cheio de dragões. O que precisamos é de um pouco de gente que não seja orgulhosa demais para ouvir um peixe.

Embarcando em uma investigação arriscada, os dois partem em busca de um misterioso assassino que comete crimes brutais e que, pelo que afirma o detetive, não era humano.

A leitura é leve, narrada em primeira pessoa pela Abigail, com diálogos descontraídos por causa do sarcasmo e excentricidade de Jackaby. A dose sobrenatural é a grande chave do livro, com criaturas de diferentes culturas que enriqueceram a obra. Os personagens secundários também merecem seu lugar na resenha: O inspetor Marlowe é o principal alvo das investidas sarcásticas de Jackaby, e as cenas em que os dois se confrontam são muito, mas muito divertidas; e há o detetive Charlie Cane que tem papel fundamental no desenrolar dos fatos (e no meu coração ~CofCof).

Não vou mentir: comprei o livro pela capa. Ele estava na promoção e a capa com detalhes em verniz tinha que fazer parte da minha estante. Foi uma compra as cegas e sem nenhuma recomendação, mas não me arrependi nem um pouco.

Minha única ressalva é a forma de organização dos parágrafos. A forma de escrita do William Ritter me deixou um pouco confusa, com algumas falas juntas no mesmo parágrafo. Essa “bagunça” foi proposital, provavelmente para fugir dos padrões e se assemelhar à história. Não prejudica a leitura em si, no entanto, foi desconfortável.

Quanto à diagramação e o enredo, os dois estão sensacionais. A edição da Editora Única está maravilhosa, com folhas levemente amareladas e a capa envernizada, e a narrativa de Jackaby prende até a ultima página. Como primeiro romance do Ritter, só tenho a dizer que amei e aguardo ansiosamente a publicação dos outros volumes.

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