[Resenha] Jackaby — William Ritter

Oioi gente!

Hoje venho trazer a resenha de um livro que está entre os meus queridinhos: Jackaby, que de uma forma bem estranha se tornou um dos meus crushs literários de 2016. Agora finalmente ele ganhará uma resenha aqui no A&V.

jackaby“Eu sou um homem de razão e da ciência. Acredito no que vejo e posso provar, e o que vejo geralmente é difícil para os outros compreenderem. Até onde eu descobri, tenho um dom ímpar. Isso me permite ver a verdade quando os outros só enxergam ilusão. E há muitas ilusões, muitas máscaras e fachadas. Como dizem, o mundo todo é um palco e parece que eu tenho a única poltrona da casa, com vista para os bastidores.”

Abigail Rook deixou sua família na Inglaterra para encontrar uma vida mais empolgante além dos limites de seu lar. Entre caminhos e descaminhos, no gelado janeiro de 1892 ela desembarca na cidade de New Fiddleham. Tudo o que precisa é de um emprego de verdade, então, sua busca a leva diretamente para Jackaby, o estranho detetive que afirma ser capaz de identificar o sobrenatural.
Contratada como assistente, em seu primeiro dia de trabalho Abigail se vê no meio de um caso emocionante: um serial killer está à solta na cidade. A polícia está convencida de que se trata de um vilão comum, contudo, para Jackaby, o assassino com certeza não é uma criatura humana.
Será que Abigail conseguirá acompanhar os passos desse homem tão excêntrico? Ela finalmente encontrou a aventura com a qual tanto sonhara.

Saraiva Amazon

Editora: Única     ano: 2014     Páginas: 254     autor: William Ritter

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O livro começa com Abigail Rook desembarcando em New Fiddleham. É final de Janeiro de 1892 e a moça está em um lugar desconhecido, sem emprego e sem dinheiro.

Abigail, filha de pai antropólogo, sempre teve sede pela descoberta, no entanto, seu desejo de conhecer o novo foi sufocado por anos pelo pai. Até que movida pelo desejo de buscar aventuras, Abigail fugiu. Pegou o dinheiro destinado aos estudos e ingressou numa expedição com o anuncio de uma “Oportunidade Empolgante” em mãos. No fim o trabalho não tinha nada de empolgante, porém era tarde demais para voltar atrás.

Os meses seguintes poderiam ser descritos como uma “oportunidade empolgante”, somente se a definição de empolgante incluísse passar meses comendo as mesmas refeições sem gosto, dormindo em caminhas desconfortáveis e cavando, com pá, a terra rochosa, dia após dia, numa busca inútil.

Agora ali estava ela: em um lugar desconhecido e sem um centavo no bolso, mas obstinada o bastante para não voltar para casa.

A Srta Rook foi sem dúvida uma das personagens que mais gostei. Ela tem foco, gosta de fazer perguntas e não tem medo de arriscar. Imaginei-a muitas vezes como uma moça inocente e curiosa para alguns assuntos, porém determinada e segura em outros.

Precisando de emprego e em sua busca por aventura, ela não pensou duas vezes e respondeu ao anúncio de serviços investigativos encontrado. Jackaby, seu mais novo patrão, via o extraordinário, invadia cenas de crime, roubava provas de investigações e afirmava que criaturinhas moravam no casaco de Abigail. E de uma forma bem maluca, era o tipo de aventura que a Srta Rook vinha buscando.

Esse mundo está cheio de dragões. O que precisamos é de um pouco de gente que não seja orgulhosa demais para ouvir um peixe.

Embarcando em uma investigação arriscada, os dois partem em busca de um misterioso assassino que comete crimes brutais e que, pelo que afirma o detetive, não era humano.

A leitura é leve, narrada em primeira pessoa pela Abigail, com diálogos descontraídos por causa do sarcasmo e excentricidade de Jackaby. A dose sobrenatural é a grande chave do livro, com criaturas de diferentes culturas que enriqueceram a obra. Os personagens secundários também merecem seu lugar na resenha: O inspetor Marlowe é o principal alvo das investidas sarcásticas de Jackaby, e as cenas em que os dois se confrontam são muito, mas muito divertidas; e há o detetive Charlie Cane que tem papel fundamental no desenrolar dos fatos (e no meu coração ~CofCof).

Não vou mentir: comprei o livro pela capa. Ele estava na promoção e a capa com detalhes em verniz tinha que fazer parte da minha estante. Foi uma compra as cegas e sem nenhuma recomendação, mas não me arrependi nem um pouco.

Minha única ressalva é a forma de organização dos parágrafos. A forma de escrita do William Ritter me deixou um pouco confusa, com algumas falas juntas no mesmo parágrafo. Essa “bagunça” foi proposital, provavelmente para fugir dos padrões e se assemelhar à história. Não prejudica a leitura em si, no entanto, foi desconfortável.

Quanto à diagramação e o enredo, os dois estão sensacionais. A edição da Editora Única está maravilhosa, com folhas levemente amareladas e a capa envernizada, e a narrativa de Jackaby prende até a ultima página. Como primeiro romance do Ritter, só tenho a dizer que amei e aguardo ansiosamente a publicação dos outros volumes.

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14 comentários sobre “[Resenha] Jackaby — William Ritter

  1. Olá, tudo bem?
    Amei à sua resenha, amo conhecer novas obras!
    Eu não conhecia esse livro e a capa é realmente linda, também compraria igual vc… Pela capa.
    O enredo parece ser ótimo e fiquei realmente interessada, só que essa questão dos parágrafos me pegou pq recentemente li um livro com uma questão semelhante a esta e fiquei confusa durante uma parte da leitura.
    Beijos,
    Keth.
    Blog: http://www.parbataibooks.blogspot.com.br

    Curtido por 1 pessoa

    • Oi Kethlyn! Tudo bem sim, e você?
      Fico feliz que você tenha gostado da resenha. Olha, também fiquei bem incomodada com a questão dos parágrafos, mas nem chega a atrapalhar a leitura, sabe? Só é um pouco desconfortável. Espero que se você ler, que goste!
      Beijos ❤

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  2. Ei, Duda, gostei muito da sua forma de escrever (ah! gosto muito de observações colocadas entre parênteses ao longo de um texto). Embora não tenha tanto hábito com leituras de detetive e investigação (não sou um leitor de Sherlock Holmes, com Conan Doyle), sua resenha desperta a vontade de ler o livro.
    Achei muito curiosa a história de você ter comprado o livro pela capa. Isso só me ocorreu uma vez, o que me levou à compra de um livro de ensaios sobre artes plásticas ( 😮 ). Eu só fui ler o livro que comprei pela capa alguns anos depois, enquanto escrevia o último conto do meu livro chamado “Trítonos — intervalos do delírio” (http://bit.ly/teofilopatua), que fala um pouco sobre artes plásticas.
    Bom, vou deixar o link para a imagem desse livro, que eu comprei pela capa. rsrsrs

    🙂 /

    Curtido por 1 pessoa

    • Olá!
      Fico feliz que você tenha gostado da minha forma de escrita. E, nossa, que legal encontrar alguém que também goste de observações entre parênteses, porque tem bastante gente que se sente incomodada com isso. Eu vivo comprando livros pela capa, sabe? Por isso tem alguns que estão parados na estante. Achei a capa do livro que você comprou bem peculiar, mas acho que em uma primeira vista não compraria.
      Que legal (e honra), ter um escritor que leu uma de minhas resenhas. Vou dar uma olhadinha no seu livro 🙂

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      • Oi, Duda! Sim, gosto muito desses parênteses (acho que por também ter mania de colocá-los em diversos lugares! rsrsrs). E, sim, eu entendo super que o livro que eu comprei pela capa é meio nonsense demais, e dificilmente seria comprado exatamente pela capa por muita gente (acho que é porque gosto de coisas estranhas, tanto que meu livro narra histórias de loucura).
        Beijos! 😉

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  3. Olá tudo bom?! Nossa que historia mais legal!! Ainda não havia conhecido o livro nunca tinha ouvido falar, mas gostei bastante da sua resenha a ilustração da capa também é maravilhosa e me deu muita vontade de ler o livro me identifiquei um pouco com a menina da historia eu também adoro investigar as coisas kkk

    -Beijos

    Curtido por 1 pessoa

    • Olá! Tudo bem sim, e você?
      Que bom que você gostou da história. Espero que se você ler, que goste!
      Sério que você gosta de investigar coisas? Eu também amo. Deve ser por isso que a Abigail foi tão especial, né?
      Beijos ❤

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