[Resenha] Ossos do Clima — André Souto

Oioi gente!

Finalmente vocês poderão conferir a resenha de Ossos do Clima, do nosso parceiro André Souto. Eu concluí a leitura tem uma semana e estou surtando, apagando e reescrevendo a resenha porque não posso dar spoiler (coisa que eu amo fazer).

capa-frente

O misterioso desaparecimento de um renomado cientista, um incêndio criminoso, um roubo que deu errado e as mortes inexplicáveis de diferentes pesquisadores ao redor do mundo. 

Aparentemente nenhum desses fatos está relacionado, mas com o desenrolar da história fica evidente cada pequena conexão. Algumas nem tão pequenas assim. 

Entre inúmeras perguntas sem respostas e enigmas que parecem insolúveis acontece, em Brasília, a Cúpula Mundial do Clima, pano de fundo para tramas políticas que podem mexer com algumas das mais íntimas certezas dos protagonistas da trama, assassinatos e uma caçada pelas pessoas que podem mudar a nova ordem mundial.
Junte-se a Alice Gianne e Amilton Vidal para tentar desvendar esse mistério e entender quais são os Ossos do Clima.

Páginas: 387     Ano: 2016     Autor: André Souto

Editora Arwen – Blog – Skoob

Ossos do Clima é um romance policial diferente de todos os outros que eu já tinha lido. Primeiro temos o tema abordado: um conflito entre os Céticos, que não acreditam na teoria de que a Terra está esquentando, e os Aquecimentistas, que reafirmam a teoria do aquecimento global.

Não sei se vocês sabem, mas realmente existem estudiosos que não acreditam que a Terra está aquecendo, portanto, o tema abordado é bem real.

Segundo que o desenrolar dos primeiros capítulos apresentam vários personagens de diferentes partes do mundo e que em um determinado momento suas histórias se interligam.

O primeiro personagem apresentado é Caio Sodré, um renomado professor da Universidade de Brasília e especialista em climatologia, que some misteriosamente em meio a um incêndio na biblioteca da UnB.

Logo depois conhecemos Alice Gianne, professora e filha adotiva de Caio. Alice encontra a biblioteca em chamas e seu secretário, Bellini, queimando junto com ela.

“— Precisa achá-lo… Encontre Caio Sodré — balbuciou, um moribundo batendo os dentes. — Eles vieram…” foram as últimas palavras de Bellini. Quem estaria por trás do incêndio e, o mais importante, onde estaria Sodré? Cabe a Alice, seguindo pistas misteriosas deixadas por seu pai, descobrir.

Alice, você deveria saber… Encontre Oliver Herman.

Ps: “Não confio no meu arco, e não é a minha espada que me salva.” Salmos 44: 6

Gostei bastante da relação de pai e filho entre os dois. Alice possui alexitimia (termo que diz respeito à marcante dificuldade em verbalizar emoções e descrever sentimentos) e seu pai adotivo era a única pessoa por quem ela conseguia nutrir algo.

“O professor Sodré era o único pelo qual sempre nutrira algo, alguém que desencadeava um processo de emoção constante desde que a adotou como filha, uma reação cognitiva verbalizada, chamada amor.”

Amilton Vidal, ex-militar e oficialmente ex-mercenário, está a procura de alguém que se interesse pelo material que roubou. A Cúpula do Clima acontecerá no Brasil e mesmo que não compreenda a importância do que tem em mãos, sabe que isso interessará os membros da Cúpula.

É aí que a narrativa do livro fica ainda mais interessante e a trama começa a se desenvolver. Amilton e Alice juntam forças. Ele não tem para onde correr, está no meio de um fogo cruzado e ambas as partes querem sua cabeça em uma bandeja de prata. Já ela, movida pelo desejo de encontrar o pai, não medirá esforços para descobrir no que Sodré estava trabalhando e que pode ter lhe custado a vida.

Desceram homens armados das quatro portas do sedã. […] Amilton engatou a marcha ré. Saiu em disparada. Girou o volante colocando o carro na mão correta. Verificou o retrovisor. Troca de tiros. Homens caindo, morrendo.

O ex-militar não entendeu quem exatamente ocupavam nos carros e nem porque trocavam tiros daquela forma.

“Me envolvi em uma caçada noturna?… Minha cabeça está a prêmio”

Já mencionei diversas vezes o quanto amo romances policiais e felizmente Ossos do Clima é o primeiro que leio do gênero de um autor brasileiro. Toda a trama e sua desenvoltura me surpreenderam e a escrita madura do André me conquistou.

O livro é narrado em terceira pessoa e os personagens foram bem construídos.

É notável que houve muita pesquisa antes de sentar e escrever. O autor mostrou conhecer o campo que estava pisando e fez um bom jogo com as palavras, usando metáforas e mantendo o suspense até o final.

Se vocês gostam de suspense assim como eu, corram para adquirir o seu exemplar. Também adicionem Ossos do Clima no Skoob e depois venham me contar se eu não tinha razão quanto à leitura.

~Duda Almeida

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