5 coisas que todo leitor faz

Ei gente! Em homenagem ao dia do leitor, resolvi fazer um top cinco das coisas que todos os leitores fazem. E têm muitas coisas bizarras que fazemos mesmo!

1- Comprar mais livros do que consegue ler.

Não importa a quantidade de livros que você tenha, se tem ou não espaço na estante para colocá-los, um leitor que se preze sempre vai comprar mais.

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2- Chorar/sofrer pela morte de um personagem literário.

É isso aí! Sofrem e ficam de luto. A morte de um personagem dói tanto quanto perder um amigo querido. Porque você viveu com ele, nas páginas, aventuras, paixões e desilusões. Não é justo vê-lo morrer.

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3- Usar coisas estranhas para marcar a página.

Que atire a primeira pedra quem NUNCA marcou a página com um pedaço de papel, extrato bancário, cartão de alguma loja, com o gato ou o cachorro que estava passando e você o agarrou na primeira oportunidade, além de outras coisinhas que se estivesse no caminho você com certeza usaria.

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4- Gostar tanto de um livro que o compartilha com todo mundo.

Todo leitor têm aquele xodózinho e que vive fazendo a propaganda dele para os conhecidos. Os leitores são o maior veículo de divulgação de uma obra, não há discussão quanto a isso.

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5- Perder a hora lendo só mais “um capítulo”.

Às vezes estamos tão entretidos na leitura que não conseguimos deixar de lado. Deveria ser considerado crime hediondo atrapalhar um leitor quando ele está tão envolvido. 

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Espero que vocês tenham gostado! Ser leitor é que dá vida à magia, somos nós, com nossos sonhos e imaginação que damos vida a ela. Um livro não é apenas um monte de folhas impressas, assim como não somos pessoas que não temos mais nada de “importante” para fazer. Livros são portais que nos transportam para lugares mágicos, romances épicos e aventuras das mais perigosas e nós leitores somos os viajantes, amantes e aventureiros. 

Nunca deixe ninguém acabar com seu gosto pela leitura, é isso que os torna livre e a liberdade da mente ninguém nunca poderá lhes tirar.

Feliz dia do leitor para nós!

~Duda Almeida

 

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[Resenha] A Vez de Anne — Mônica Meirelles

Adivinha quem resolveu começar o ano com o pé direito e finalmente escrever a resenha desse livro maravilhoso? Eu mesma, Atrasada Mello.

Não usarei o trocadilho super sem graça sobre agora ser realmente A Vez de Anne — já era, perdão – porque esse livro vai me render muito assunto pra discutir com vocês. Então, bora lá?

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O problema não é estar grávida do ex que Anne não ama mais. O problema também não é se apaixonar por um homem mais velho, estranho, que do nada some e não se explica.
O problema é estar grávida e perder a liberdade, é ver as pessoas que ela considera amigos lhe virarem as costas, é ser traída, ser enganada, é se sentir insegura e abandonada, é não saber o que esperar das pessoas e da vida. No entanto, o problema, antes de tudo, é precisar fazer escolhas e não saber que escolhas fazer, escolhas essas que possibilitará ou não a sua vez de ser feliz, A vez de Anne.

Editora: Alvo Editorial     Páginas: 300     Ano: 2016     Gênero: Romance     Autor: Mônica Meirelles

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Annelise ou apenas Anne, é uma jovem gaúcha no auge dos seus 19 anos. No começo da trama, vive uma situação complicada com seu agora ex namorado, Vitor, que traia a nossa protagonista com uma de suas melhores amigas. Sim, a história tem dessas tretas!

No carnaval, Anne, seus pais, seu irmão mais novo e sua melhor amiga, Lucy, partem em uma viagem para o Rio de Janeiro. Nesse tempo, Anne descobre que está grávida do safadoidiotatraidorimoralridiculoescroto Vitor, seu ex-namorado. Na mesma perspectiva, Anne conhece Daniel, um médico que de imediato já rouba seu coração.

Sempre que eu perguntava à minha mãe, ela me dizia que não tinha como descrever a dor do parto, que nós acabávamos esquecendo que sabíamos que sentimos a dor, mas não sabíamos descrever a intensidade porque o prazer que vem depois apaga tudo que sentimos na hora.”

Eu confesso que no começo não gostei da Anne, mas foi puro capricho meu. Estou acostumada com protagonistas destemidas e que possuem as características que eu mais admiro. Porém, eu também sei que não gostei da Anne por ela parecer comigo e pela sucessão de erros que eu também cometeria no lugar dela. Vou explicar.

Quando disse anteriormente que tinha muito o que falar, era verdade. Foi gratificante ver a Anne amadurecer e isso foi mostrado de maneira gradual. Ela estava grávida aos 19 anos e os problemas não se resolveriam ao raiar do dia, como em muitas tramas. O processo foi lento, doloroso e transformador, assim como qualquer amadurecimento. Amadurecimento real, é tudo sobre isso. No começo vemos uma garota perdida e até mesmo um tanto fútil, que deposita sua vitalidade em um homem que possa fazer a mesma se sentir viva, justamente pelas marcas da traição. Homem esse que vive perdendo de vista e é aí que você começa a sentir, junto com ela, toda a frustração. Em alguns momentos eu odiei muito o Daniel, confesso.

É engraçado como alguns “amigos” se afastam de nós quando deixamos de ser legais na visão deles ou quando não somos mais o que eles querem que sejamos.”

Mais uma coisa interessante: os personagens são bem reais. Sempre há aquela coisa própria de clichês românticos: o perfeitinho e príncipe encantado que livra a mocinha do perigo que o bandido oferece. Porém, nesse caso, a gente percebe que é só questão de perspectiva. E esse amadurecimento que falei antes, não se atribui só a Anne. Podemos ver isso brotando em cada um dos personagens, de maneiras distintas. Isso se torna bem evidente ainda mais na relação da Anne e Daniel, que passa por muitas coisas durante a trama. Se eles ficam juntos? Prefiro não revelar, apenas deixo claro que essa historia vale a pena, de verdade.

Outra coisa (e a última, prometo) é que a história expôs um gatilho interessante: o assédio. Anne passa por uma situação constrangedora com seu chefe, assim que eles começam a trabalhar na mesma sala. As pessoas pra quem ela conta sobre os frequentes assédio que sofria, não dão tanta importância e fazem pouco caso, até a situação ficar mais séria. Eu não esperava essa jogada da autora e foi uma coisa que me deixou bem chocada, porque eu via como Anne tentava contornar tudo para o bem de todos e como nada adiantava para resolver aquele problema. Doeu em mim e nesse momento eu senti a apatia que aprendi a sentir pelo próximo e de como queremos proteger todo mundo disso. É algo para se refletir.

“A Vez de Anne” reúne muitos ensinamentos interessantes em uma quantidade razoável de páginas, aprendemos sobre as dificuldades que a vida oferece e que nem sempre isso significa o fim de tudo. É uma leitura gostosa, o período que o neném da Anne nasce é bem gostoso de se ler e cada mudança é bem satisfatória. Fala sobre se anular para fazer as vontades da sua família e de quem importa para você, mostra o embate entre tomar decisões adultas e racionais ou seguir o coração e nos deixa com uma esperança porque quando o verdadeiro amor existe, ele acontece, não importa quando. Sem mais.

Tu já deste o primeiro passo, que foi esquecer que a birra com teu irmão. O segundo, que foi escolher não ficar com um homem que não ama. O terceiro, que foi afirmar para si mesma que não gosta da faculdade que faz. Agora tu és mãe. Agora tu és dona de uma família. Agora é sua vez, Anne, sua vez de construir sua felicidade.”

Ufa, agora foi. Nem ficou tão grande assim, né? Mas e aí, ficou com vontade de ler também? Garanto que dá pra se surpreender. Me contem o que acharam e se já leram esse livro, sempre temos muitas impressões para trocar, não é mesmo? Eu espero, de coração que vocês tenham gostado!