[Resenha] Momento Errado — Giulliana Fischer Fagatti

Para finalizar com chave de ouro esse ano cheio de altos e baixos, trouxe para vocês a resenha desse livro lindo e nacional.

15391069_1809213332684584_2990559437103107196_nAs vidas de Manuela e Leonel colidem nas escadas da faculdade, dando início a uma grande e diferente amizade. Ele faz pós graduação em Marketing e tem planos de se mudar para o exterior em pouco tempo. Ela está no sexto semestre de publicidade e propaganda e estagia em uma das maiores agências da cidade.

Ele é cheio de metas. Ela, vive entre dois mundos, a vida real e o mundo fantástico. Ele já fez 30 anos e ainda busca sentido para a sua vida. Ela, apenas vive, sem se preocupar com o sentido. Ele é prático e lógico. Ela é dramaticamente romântica e sonhadora. Ele segura as palavras e controla sentimentos. Ela é intensa, não suporta fingir não sentir.

Ele quer conhecer o mundo. Ela fez dele, o mundo dela.

Ele possui um segredo. Ela não faz nem ideia.

Ele diz que ela é a pessoa certa, só que na hora errada. E é nesse momento que ela passa a questionar se realmente existe a hora certa.

Editora: —     Páginas: 415     Ano: 2014     Gênero: Romance     Autor: Giulliana Fischer Fagatti

 E-book Amazon

Fanpage do livro: Momento Errado

Existe momento certo para amar? Bom, eu acho que não. O amor é mágico, sabe? Ele vem de sei lá onde e invade nossos corações sem pedir licença. Ninguém aparece do nada, todos têm uma função quando colocados no caminho do outro.

Somos na verdade como um gigantesco quebra-cabeças onde os momentos vividos são peças necessárias para que esse quebra-cabeças seja montado, não existe peça errada, todas são necessárias para o resultado final […].

Manuela

Após esbarrar com Manuela na escadaria da faculdade, Leonel fica atraído pela moça, porém, diferentemente dela, não procura um relacionamento sério.

O Léo é aquele cara que não se apega a ninguém e aproveita a vida ao extremo, curtindo o agora como se não houvesse amanhã, enquanto Manuela é cheia de sonhos, muito tímida e romântica.

Mesmo com todos os avisos e conhecimento da fama de Léo, Manu não consegue se afastar e acaba entrando numa espécie de amizade colorida. E, claro, o inevitável acontece: ela acaba perdidamente apaixonada.

Me apaixonar por ele não estava nos meus planos e eu sempre soube que no momento em que isso acontecesse, seria o momento em que eu iria perdê-lo.

O livro é narrado em primeira pessoa, do ponto de vista da Manuela, mostrando seus sentimentos em relação ao Léo e sua frustração por ele ser tão inconstante. Ao mesmo tempo que parece corresponder aos sentimentos dela, seu humor muda e ele lhe joga um balde de água fria.

A inconstância de Leonel foi um dos motivos que me vez odiá-lo. Minha vontade era entrar no livro e sacudi-lo. Por que ele tinha que ser tão ogro em alguns momentos e fofo em outros? Como ele conseguia parecer tão interessado e desinteressado ao mesmo tempo? Léo é e sempre será meu maior enigma e acho que a Manu concorda plenamente comigo.

Depois de concordarem que a relação dos dois não passaria de uma amizade com benefícios, o livro se desenrola. Entre uma carona e outra depois da faculdade, vários encontros e conversas pelo Sckype, será que Leonel conseguiria ver Manuela apenas como uma amiga? E que segredo é esse que mantém seu coração tão bem protegido entre muralhas de gelo?

Momento Errado é um livro muito intenso, com personagens que se conheceram por acaso e que mesmo em meio a todas as diferenças, criaram algo tão forte quanto o amor: uma amizade verdadeira. O livro não é só sobre romance ou atração física, é sobre as diferenças e sobre quebrar barreiras consideradas inquebráveis.

Achei a escrita da autora muito gostosa e a evolução da protagonista é feita de forma suave e com um final totalmente inusitado. É uma das maiores reviravoltas literárias que já li e que me fez entender muitas decisões dos personagens. Manu e Léo ficaram com um pedaço do meu coração e nunca conseguirei esquecê-los.

A paixão, ou é imensa, ou não é. Ela não pede desculpa, não negocia, equivale a uma dependência química em seu estado mais selvagem. É o equivalente ao sequestro de uma vida. A própria vida. Você é o sequestrador e o refém ao mesmo tempo.

Momento Errado é um ótimo presente para completar 2016 com chave de ouro, mas aconselho todos a comprarem uma caixinha de lenços junto com o livro, prepararem um bom café e viver toda essa intensidade.

Espero que tenham gostado do meu presente de final de ano e que curtam bastante as festas.

Feliz ano novo!

~Duda Almeida

Tag Esse ou Esse?

Última tag do ano!

Fui indicada pela Andressa do blog Minha Fuga da Realidade para responder essa tag. E eu só tenho a dizer que AMEI! Amo tags muito, muito mesmo. E essa é bem diferente das que já respondi aqui no blog.

Vamos as regras:

  • Colocar o blog que te indicou no início do post;
  • O livro que dá início é o livro ganhador da pessoa que te indicou;
  • Seguindo a lista de livros indicados pela pessoa que te passou a tag, você deverá ir escolhendo de acordo com a ordem: deixar o livro que lidera a batalha ou escolher a nova opção dada e abaixo explicando o porquê;
  • Uma vez que tenha o seu livro ganhador, escolha você sete livros e sete blogs para repassar a TAG.

O livro ganhador da Andressa foi:

POR LUGARES INCRÍVEIS

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PRIMEIRA RODADA:

1

Já li Fallen e não gostei, então minha escolha não poderia deixar de ser Por Lugares Incríveis.

SEGUNDA RODADA:

2

Eu pretendo mesmo ler Por Lugares Incríveis, mas Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado parece ser o tipo de livro que me divertiria muito (só espero não me decepcionar), por isso ele vence a rodada.

TERCEIRA RODADA:

3

Eu já li muitas recomendações sobre Filhos do Éden, porém não é meu tipo de leitura favorita, então passo, sorry.

QUARTA RODADA:

4

Eu gosto de mistério, daquele passado cheio de suspense, ainda mais quando isso vem acompanhado de um bom romance. Mas eu ainda prefiro ficar com Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado. Beth Fantaskey eu estou apostando em você, não me decepcione.

QUINTA RODADA:

5

Depois de ler a sinopse de Guardião do Medo fiquei bem tentada a deixá-lo ganhar essa rodada. A história parece ser realmente muito empolgante, mas continuo com o primeiro, minha fascinação por vampiros é maior.

SEXTA RODADA:

6

Eu já li A Maldição do Tigre, então fico com o primeiro.

SÉTIMA RODADA:

7

Uma das minhas metas para 2017 é ler mais clássicos, mas não preciso começar agora, não é mesmo? Por isso vou ficar com Como se Livrar de um Vampiro Apaixonado!

O livro que ganhou a batalha foi  ❤

COMO SE LIVRAR DE UM VAMPIRO APAIXONADO.

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Eu gostei mesmo desse livro, com certeza vou ler  ❤

Livros indicados para a Tag:

1- A Bruxa da Noite – Nora Roberts.

2- Capitães da Areia – Jorge Amado.

3- Caixa de Pássaros – Josh Malerman.

4 – Extraordinário – R. J. Palacio.

5 – Peças Infernais, Anjo Mecânico – Cassandra Clare.

6 –  Orgulho e Preconceito – Jane Austen.

7 – Esconda-se – Lisa Gardner.

Como respondi a Tag correndo para dar tempo de postar ainda em 2016, não vou indicar nenhum blog, mas sintam-se a vontade para responder ❤

~Duda Almeida

Sobre cicatrizes e xícaras quebradas

Outro dia, segurei uma xícara cheia de café quente e me queimei. Larguei o objeto no chão e o mesmo se quebrou em vários pedaços de inutilidades. Cortou meus pés. Meus olhos choraram quase que instantaneamente quando eu percebi e senti a vida. Meu sangue escorreu pelo chão.

O barulho do vidro estilhaçando entrou em um loop desgraçado. Se repetia na minha mente, sobrepondo um ao outro e me perturbando intimamente. O vidro ainda atravessava partes da minha pele e por algum motivo sórdido, não me movi. Apenas olhei o suficiente para ver o meu reflexo no chão.

Eu estava ali e tinha certeza disso. Eu pertencia. Talvez por aquele lugar estar uma zona, mesmo assim, era uma sensação boa de acolhimento. Eu sangrava e sangrar dói. Dói, por muito tempo não senti que dói, que a maldade dói. Onde me via, não reconhecia, mas sabia que pertencia. Aquele cabelo, aquela cor, aqueles olhos… Quando foi tudo isso? Era bonita, de fato. Se era bonita, poderia ser eu?

É estranho como a rotina devora a gente. Eu não estive ali por muito tempo, mas de alguma forma, eu estava. Estava me afogando em aspirações que sequer desejo de verdade. Mas o que desejo de verdade? É um grande mistério. Quero ter idade para ter certeza um dia.

Mas eu ainda sangrava. E eu ainda doía. Aprendi coisas, mas não lembro quando. Dizem que quando você apanha demais, você acaba por aprender a bater. Talvez em um desses confrontos, eu pude começar a revidar. Ainda acho que estou revidando, aos poucos. Infelizmente, ainda não deixei de apanhar e nem acho que vou. Vaso ruim não quebra, é o que dizem e nesse ponto sou de péssima qualidade.

Me vi bonita esses dias e sorri para mim no espelho. Sorri agora para o reflexo e ele sorriu de volta. Pode isso? Acho que pode. Bonita? Engraçado, né? Eu costumava ser bem pior comigo. Chegava ser cruel, mas estou bonita agora e acho isso importante de dizer. Aprendi isso também e foi uma das coisas que eu mais gostei de aprender. Gosto das curvas que a minha barriga faz e de como, de um jeito bem gracinha, faz tudo parecer uma montanha russa. Meu corpo é formado de altos e baixos. Isso não é lindo? Moro em um parque de diversões. Meus olhos mudam de tamanho de acordo com a minha fome e de vez em quando, meu cabelo muda e traduz cada estação da minha essencia. É sempre uma grande surpresa. Minha cor, mais escura, reflete o céu que admiro no mundo. Estrelas são cicatrizes de histórias bonitas demais para se jogar fora. Eu precisava aprender isso. Preciso aprender ainda mais.

Agora eu secava minhas lágrimas. Chorar cansa, o coração fica pesado e os suspiros se tornam insuportáveis. Sangrava menos agora. Parecia não ter mais nada, mas ainda podia sentir tudo e isso me deixava tranquila. A gente passa por coisas engraçadas na vida e uma delas foi morrer, momentaneamente. Às vezes a gente fica assim, sem sentir nada e é ruim, machuca do mesmo jeito, só que de forma silenciosa. De um jeito que dói quando acordamos e é ruim quando dói de manhã. É ruim quando dói enquanto o sol brilha mais. É péssimo sofrer quando precisa ser feliz.

Mesmo que eu tenha consertado as feridas, eu ainda sangrava. Minhas mãos ainda estavam queimadas. Eu sorria para quem quisesse ver, mesmo que ninguém, de fato, pudesse. E eu acho que tudo acaba se baseando nisso. Não consigo contar nos dedos os momentos ruins desse ano, mas, mesmo assim, ainda estou aqui. As inúmeras cicatrizes inundam o meu corpo e conheço intimamente cada uma delas. A ferida mais antiga às vezes ressurge e arde, pedindo que eu me entregue. Aos poucos, consegui aprender a fechar cada uma delas e rejeitar seus pedidos melancólicos. E tudo se baseia nisso, nas marcas que são feitas ao longo da vida. Assim que pude explorar, conheci um lado da minha pessoa que não pude sacar antes. Não foi amor a primeira vista, mas hoje é. Toda vez que acordo e encaro o espelho, vejo nele o motivo de ainda perecer aqui. Cicatrizes, elas moldam que eu sou.

Se você chorou mais que sorriu, esteja pronto. Tua fantasia há de ser recompensada. Se não, se sorriu e foi feliz, consiga a receita e prepare todo ano. Toda hora. É a mensagem de quem chorou, sorriu, sofreu e quase viveu e no final, renasceu. Se aqueça e te olhe fundo, você está pronto para outra. Aqueça o café e deixa que a xícara se quebre, mesmo que você tenha que limpar tudo depois. Mergulhe no teu caos, só faça dele tua segurança depois.

Tenha um feliz ano novo.
~Ms.Brightside

Dando banho na catiora… Fracasso total!

Ei gente linda! Como estão os preparativos para o final do ano? Não sumam, dia 31 tem resenha nova.

Hoje é dia de dar banho na catiora sujinha. Minha baby se chama Dudinha (original, vocês não concordam? Haha) e eu decidi compartilhar com vocês o trabalho árduo que tive para deixar essa sapeca limpinha. Tudo para ela passar o ano novo cheirosinha e protegida dentro de casa contra o barulho dos fogos.

Gente, é só seguir esse passo a passo que não tem falha. Você terá o seu filho limpinho para o Ano Novo… Ou não!

Se você também tem um animalzinho, deixe foto nos comentários.

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~Duda Almeida

10 metas para 2017

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2017 já está chegando, MEO DEOS! Quando olho para trás e vejo todas as coisas que não completei esse ano, me bate até um desanimo. Aprendi desde cedo com minha mãe a organizar meu ano no início, sempre estabelecendo metas e, o mais importante, me esforçar em cumpri-las. Como não obtive o sucesso esperado para esse ano, muitos de meus planos estão sendo empurrados com a barriga para 2017.

Não vou dizer que 2016 foi um fracasso total. Foi sim exaustivo, conheci muita gente, fiz e desfiz amizades, não arrumei nenhum namorado (como se isso fosse alguma novidade) e me aventurei pela primeira vez no Enem. E isso não é nem metade das coisas que pretendia realizar, por isso decidi criar minhas metas aqui no blog e me esforçar em dobro para conseguir cumpri-las.

Vamos parar de enrolação e ir direto a elas? Preparem um lencinho, porque vocês irão chorar sabendo o quanto terei que ralar.

1- Montar uma agenda de posts para o blog.

Eu tento postar toda semana, mas é muito ruim não ter um cronograma. Fica desorganizado, por isso pretendo montar um e segui-lo a risca. Torçam por mim!

2- Arrumar um emprego.

Agora que já tenho 16 anos posso trabalhar como menor aprendiz e ganhar meu próprio dinheiro. É horrível depender dos pais para comprar tudo, sério.

3- Trabalhar como voluntária numa ONG que ajuda animais abandonados.

Desde nova sempre tive esse sonho. Sempre fui daquelas que carregava qualquer animal abandonado e levava para casa (meus pais faltavam pirar). Um dia levei um gato que encontrei na chuva para o meu curso, escondido na mochila. Ele foi à sensação da sala de aula, meus professores nem tiveram coragem de brigar.

4- Terminar de escrever meu livro.

Há um ano estou no bloqueio criativo. Ando muito desanimada quando o assunto é sentar e escrever. Minha mente é um turbilhão de ideias, mas não estou conseguindo passar para o papel. Sempre conto com meus irmãos para expor minhas ideias ou ficaria louca mantendo-as só para mim. Um dia desses meu irmão de onze anos virou e me disse: “Caraca, Duda, você conta a história como se tivesse visto uma série”, daí eu reparei que ele tinha razão, tudo passa assim na minha cabeça.

Acredito que meu desanimo é por causa de toda essa pressão que jogam nos meus ombros de que estou crescendo e que preciso fazer algo “realmente sério” da minha vida. Muita gente não compreende que meu sonho é publicar um livro e isso me deixa péssima.

5- Aprender outra língua.

Esse era um dos meus planos para 2016, mas eu nem corri atrás de um curso. Nesse próximo ano isso tem que sair, nem que seja por conta própria.

6- Ler mais clássicos.

Dos muitos livros que leio, poucos são clássicos. Preciso me esforçar mais nisso.

7- Estudar, estudar e estudar mais um pouco.

2017 é meu terceirão. É época de morrer para passar no vestibular. Preciso comer livros.

8- Começar a fazer caminhada.

Como não pretendo entrar para nenhuma academia, o projeto fitness 2017 vai depender da caminhada mesmo.

9- Comprar muitos livros físicos e ler todos, claro.

Leio muito e-book porque são mais baratos, mas minha paixão mesmo são os livros físicos. Se eu arrumar um emprego vai ficar milhões de vezes mais fácil.

10- Comprar um E-reader.

Sim, a garota que acabou de falar que pretende comprar mais livros físicos terá que se render a um e-reader. Como minhas parcerias, em sua maioria, são livros digitais, não posso ficar lendo a vida toda no celular. É péssimo ler naquele troço pequeno e dá cãibra no meu dedo mindinho. É quase uma questão de vida ou morte do meu dedinho, sério.

Eai? Já estão com suas metas anotadas? 2017 está batendo na porta, então corre. Não queremos passar mais um ano reclamando das coisas que não fizemos, não é mesmo?

~Duda Almeida