Retrospectiva 2018

Pela primeira vez senti que um ano não passou tão rápido quanto deveria. E com certeza isso se deve a todas as mudanças que aconteceram de uma vez na minha vida. Não compartilhei nada com vocês, mas quero muito poder fazer isso agora.

Primeiro, comecei a trabalhar.

Uhuuuul, primeiro emprego!

Na verdade, primeiros dois (?) empregos.

No início de janeiro soube que passei em uma seletiva aqui na minha cidade, para fazer curso de Aprendizagem Industrial, na área de Manutenção Mecânica.

O curso é só meio período e remunerado, e terminou no final dezembro. Semana que vem, depois de todo o treinamento, começamos o estágio dentro da Aperam, empresa que oferece as vagas.

Antes nunca tinha me imaginado ingressando na área, embora a usina forneça a renda de uma grande parcela da população do Vale do Aço, mas agora, depois de me dedicar por um ano inteirinho, sei que a escolha não foi por acaso. A área de mecânica é mágica. Entender de um equipamento, saber seu funcionamento e os meios certos de mantê-lo conservado é algo muito grandioso.

A área de manutenção está em todos os lugares. Nos elevadores, presentes em vários ambientes que frequentamos, até o aço que vemos por todos os lugares. As panelas que você usa todos os dias para preparar sua refeição vem de empresas como a que eu trabalho, e depende de mecânicos para mantê-la funcionando.

É totalmente válido ressaltar, se você nunca visitou uma indústria, que todo cuidado é pouco. A preocupação com a segurança é de suma importância.

mecânica 1

Aquela turminha incrível

Mas as novidades não param por aí.

Me inscrevi, pelo Senai, escola que sede os professores para o curso, no DSPI (Desafio Senai de Projetos Integradores), na demanda de automação inclusiva, onde nosso desafio era criar uma solução de baixo custo que ajudasse pessoas com deficiência, promovendo a inclusão.

Foi o primeiro projeto desse porte que desenvolvi, juntamente com mais três amigos que fiz graças ao curso. Nossa proposta era criar um dispositivo totalmente mecânico que se adaptasse ao eixo de diferentes cadeiras de rodas, possibilitando que o cadeirante, sozinho, conseguisse subir desníveis. A funcionalidade totalmente mecânica diminuiria o custo e manutenção do equipamento.

Se tiverem interesse em conhecer melhor o projeto (e votem nele, caso gostem) é só clicar no link abaixo:

AutoRampa

Vídeo Pitch

E a novidade que fiquei sabendo esses dias: A AUTORAMPA PASSOU PRA DISPUTA NACIONAL!

Passamos por uma longa seletiva e agora, entre tantos outros projetos incríveis, passamos para a nacional! É uma realização muito grande.

autorampa

AutoRampa real oficial

Agora, chegando no finalzinho do ano, também visitei creches carentes, levando brinquedos doados. É um projeto social que a empresa em que trabalho organiza, recolhendo presentes para distribuir próximo ao Natal. Era uma das coisas que tinha muita vontade de fazer e se vocês tiverem a oportunidade, participem. É gratificante ver o rostinho das crianças ao nos receber, o sorriso delas e cada abraço não tem preço.

E, olha só, fui a Mamãe Noel. De ultima hora o Papai Noel sumiu e eu, sem vergonha do jeito que sou, fui na cara e na coragem substituí-lo. Teria sido uma ótima Papai Noel disfarçada se a barba tivesse servido em mim.

Graças a Deus no segundo dia o bom velhinho apareceu, porque a calça era grande demais e eu pisava nela a cada passo.

Mas enfim, ainda tem meu outro emprego, né?

Não podia deixar de ter aquele emprego clichê de final de ensino médio recém concluído, totalmente a cara dos livros da Meg Cabot. De sexta à segunda, trabalho com meus primos em uma hamburgueria que abriram nos fundos da casa da minha tia. São hambúrgueres artesanais, feitos com todo capricho.

É um emprego bem bacana, com direito a dois chefes completamente diferentes na personalidade e que sempre me arrancam muitas gargalhadas. O mais velho, super centrado, faculdade recentemente concluída, trabalha praticamente o dia inteiro porque também tem outro emprego, e o mais novo, meio maluquinho, do tipo “bora tomar uma depois do expediente?” “bora”. As UMA DA MANHÃ!

Sabe meu primo certinho, recém formado e tudo mais? Ele casou! Nesse sábado passado, depois de DEZESSEIS ANOS DE NAMORO!

Não galera, vocês não leram errado.

E os dois são o casal mais fofo da vida toda.

E o casamento foi incrível de todas as maneiras possíveis, pra fechar 2018 com chave de ouro.

Não tenho absolutamente nada o que reclamar de 2018. Talvez só o fato de ter estagnado minhas leituras e deixado minha vida pessoal meio de lado por conta do tempo corrido, porém, em 2019, espero que tudo mude. Muito provavelmente a hora de escolher entre um dos meus dois empregos está chegando e, bem, vamos ver no que dá.

Esse foi um ano de muitas descobertas para mim. Terminei o ensino médio e iniciei minha carreira profissional. E é muito mais difícil do que te falam. Muitos ficam perdidos, pois com a situação que o nosso país está enfrentando, arrumar um emprego não está fácil. Vi vários de meus amigos ficarem perdidos, sem saber o que fazer, porque ninguém te prepara para a vida adulta. Quando você conclui a escola não recebe junto com o certificado um pacote que inclui vaga na universidade e um emprego para se manter.

Nããão! As responsabilidades dobram e é preciso lutar para manter a cabeça no lugar.

Por isso, se você que está lendo isso está passando pela mesma situação, não se desespere ou desanime se não passar naquela faculdade que tanto sonhou ou não conseguir o emprego que seus pais queriam. Se dê um tempo e lembre que é muito forte, porque superou todos os seus piores dias e passou por mais um ano de pé.

No mais, um feliz Ano Novo a todos e que 2019 supere todas as nossas expectativas!

 

Anúncios

#vemcomtudo2019

Oi meus amores!

Andei sumida por… MAIS DE UM ANO?

Meu Deus! Como o tempo passa rápido.

Nesses meses que passei afastada do A&V pensei bastante sobre o conteúdo que estava compartilhando com vocês e me descobrindo cada vez mais como escritora, leitora e blogueira.

Antes de tudo, queria dizer que a experiência de escrever um blog é uma das mais gratificantes possíveis.

Comecei a postar em 2016 com a intenção de divulgar minhas fanfics e por causa dos conselhos de uma amiga muito querida que fiz no Nyah!, acabei começando a resenhar livros.

Sempre gostei de ler. Não sei como começou ou o que me motivou. Talvez tenha sido minha mãe, por ler para mim quando mal tinha idade para me lembrar. Ou essa sede pelo novo tenha simplesmente nascido comigo. Se escrever, desenhar, cantar e tocar são dons, porquê ler e imaginar um mundo melhor não pode ser um também?

Por esses motivos iniciar o blog foi tão importante para mim. Influenciou basicamente em tudo ao meu redor. Em minha vontade de descobrir as coisas, pesquisar mais a fundo para trazer fatos verdadeiros, além de defender minhas teorias com afinco (ainda mais do que já faço).

Acontece que com o tempo me deixei levar. Você está tão envolvido com o mundo literário, com autores maravilhosos e a perspectiva de receber (não ganhar, já que é o seu trabalho) livros, que ignora o fato que talvez não seja humanamente possível ler todos de uma vez. Ou acaba indo tão a fundo em outros gêneros que foge completamente do habitual.

Fugir do habitual em si não é ruim, mas com o tempo, com a leitura se tornando mais uma obrigação do que um prazer, sua vontade vai embora e o tempo que antes se dedicava com tanto amor a isso, acaba se tornando um fardo.

E ler não é um fardo ou uma obrigação.

Ler é completamente mágico, empolgante, de tirar completamente o fôlego. É viajar entre páginas e se redescobrir em cada linha.

Por isso, depois de uma longa reflexão sobre o que faria em 2019, resolvi voltar com o A&V. Não é justo me privar de algo que amo tanto, que é compartilhar com todos vocês minhas leituras.

Porém, vamos as mudanças.

Pensei bastante a respeito. 2019 será um ano complicado, mas espero que seja tão surpreendente quanto 2018 e que eu possa compartilhá-lo com vocês no meu tempo. Com resenhas de livros que gosto, sem pressão, com tempo para escrever minhas crônicas e focar em matérias que gosto.

Quero muito compartilhar meu progresso nos estudos para o vestibular, postando resumos das matérias e, quem sabe, ajudando-os também.

Ler é compartilhar, não é mesmo?

Bem, é isso. Semana que vem tem post especial com várias coisas que aconteceram em 2018. Retrospectiva que fala, né mores?

Espero que estejam com saudades assim como eu!

 

“Você não põe sua vida nos seus livros. Você a encontra neles”.

— Uma Real Leitora

 

Tag: Deuses do Olimpo

Oioi gente! Como vocês estão?

Desculpa o sumiço. Eu estava passando mal esses dias e atolada em trabalhos. Acho que a escola está acabando comigo, mas beleza, nenhum professor se importa. Matéria atrasada que segue.

Obs: eu faço graça com a minha desgraça acadêmica, mas no fundo eu tô surtando, tá? Não aguento mais o ensino médio, e ainda tem a faculdade. Será que dá tempo de voltar pra barriga da minha mãe?

Eu fui tagueada pela Ianca do blog Deixa-me Ser. O blog dela é muito legal, então deem uma passadinha por lá para conhecer.

Vamos as regras da TAG:

  • Taguear no mínimo 5 blogs.
  • Dizer quem são os criadores da Tag, inserindo os links.
  • Dizer na postagem que te tagueou, inserindo os links.

Os criadores são o Davyd Santos do blog Encontro com Livros e o Magno Ribeiro do Diálogo Literário.

Agora vamos as perguntas, né?

1- Zeus: Rei dos Deuses – Qual livro é o rei da sua estante?

96441

O livro é bem fino e o meu favorito de todos (resenha aqui). Ele conta a história de Paulo Sérgio, um garoto que começa a receber cartas anônimas de uma admiradora secreta. O livro é muito bonito e cativante, abordando um assunto muito comum entre leitores: poder viajar para diferentes partes do mundo sem sair do lugar.

2-Hera: Deusa do casamento – Um casal que você shippa?

82370dba574d4919d4a8b515552b5013

Bem, é uma pergunta muito difícil, porque eu sou a maior shippadora do mundo. Mas, com toda certeza, esse é o meu trio preferido. Tanto o Will quanto o Jem, da trilogia Peças Infernais, vivem um romance lindo com a Tessa e que me arrancou uma quantidade enorme de lágrimas.

3- Poseidon: Rei dos Mares – Qual livro você jogaria no mar do esquecimento?

fallen_1278216300b

Fallen e sempre será Fallen. Olha, respeito profundamente quem leu e gostou, mas pra mim não deu. Odiei o livro, os personagens foram mal construídos e a trama gira em torno de uma garota sem sal que, por algum milagre, tem uma legião de criaturas apaixonadas/ligadas/sei-lá-o-que por ela. Como isso aconteceu aposto que nem a autora sabe.

4- Deméter: Deusa da Agricultura – Imaginando que sua bagagem literária é uma árvore, qual foi o livro semente?

Não lembro o nome, porque comecei a ler têm muitos anos, no entanto, como o livro marcou minha vida e me iniciou nessa jornada, lembro que era referente a lenda do Papa Figo. Eu peguei na escola, tinha umas partes ilustradas no início dos capítulos e fiquei com medo de ler à noite. Esse livro foi o primeiro do qual me lembro e que abriu as portas para o gênero suspense.

5- Hades: Deus dos Mortos – Um personagem que você mataria?

um_novo_amor-capa-leve

Esse é um livro que estou relendo, então o personagem que mais odeio no momento é Tomas Veras, um cara bem babacão que teve a coragem de trair a noiva com o casamento já marcado.

Um Novo Amor (resenha aqui) é um chick-lit descontraído e superdivertido, com uma protagonista que passa por altos e baixos.

6- Héstia: Deusa virgem do lar – Qual personagem você levaria para casa?

novoa-coreldraw-x7-graphic

Lucius Vladescu (é Vla-DÊS-cu e se pronunciar errado o vampiro fica todo irritadinho), de Como se Livrar de Um Vampiro Apaixonado. Gente, eu tenho uma dózinha do Lucius, ele é tão fofinho e metido a cavalheiro do século passado que dá vontade de colocar num potinho.

7- Afrodite: Deusa do Amor e da Sensualidade – Um livro pelo qual você se apaixonou?

download

Pollyana, da Eleanor H. Porter (resenha aqui). A obra é um clássico incrível que conta a história de uma garotinha que acaba ficando órfã e é obrigada a morar com a tia. De uma forma descontraída, o livro narra a vida e o otimismo de Pollyana, que enfrenta altos e baixos sempre buscando tirar proveito de todas as situações.

8- Apolo: Deus do Sol e da Arte – Um personagem artista?

Capa Austenlândia V2 RB.ai

Austenlândia, Shannon Hale (resenha aqui). Como o próprio nome já deixa subentendido, o livro se passa no “universo de Jane Austen”. O ambiente do século XIX (dezenove) é recriado em Londres, e Jane Hayes, uma moça de 33 anos obcecada por Mrs Darcy, embarca nesse universo fantasioso para acabar de uma vez por todas com seu amor impossível. Jane é uma exímia desenhista que acabou abandonando a arte.

9- Ártemis: Deusa virgem da caça – O livro que te levou a grandes aventuras?

obediencia

A série Os Karas, do Pedro Bandeira, marcou minha adolescência. Eu amo livros infanto-juvenis e recomendo essa série para todos os meus amigos que não gostam de ler, mas querem começar. A Droga da Obediência conta com uma turma de adolescentes que se juntam para combater crimes. O primeiro supercaso dos jovens é o sumiço misterioso de algumas crianças e, ao embarcarem nessa aventura, muitas outras virão.

10- Ares: Deus da Guerra – Um livro ou personagem que te deixou com ódio?

cinquenta-tons-de-cinza

Christian Grey, Cinquenta Tons de Cinza. Eu não suporto o Sr Grey, considero o relacionamento entre ele e a Anastasia abusivo, e durante a leitura, do início até onde parei (porque não tive paciência pra ler tudo), só senti vontade de socá-lo.

O cara perseguiu a garota, rastreou o celular dela para localizá-la. Se isso não prova o quão psicopata o Sr Grey é, não sei mais o que argumentar.

11- Atena: Deusa Virgem da Sabedoria – Um personagem que te inspira?

Na verdade são duas personagens que eu não poderia deixar de citar: Katniss Everdeen, Jogos Vorazes, que é um exemplo de força e resistência; e Elizabeth Bennet, Orgulho e Preconceito, que além de ser uma das minhas personagens favoritas, desempenha um papel muito significativo para a época em que vivia, recusando-se a se casar se não por amor.

 12- Dionísio: Deus do vinho e das festas – Qual foi a sua maior ressaca literária?

steampunk_the-infernal-devices1

Novamente a trilogia Peças Infernais. O ultimo livro tem uma reviravolta esperada e inesperada com o casal principal. E o epílogo, nem comento. Céus, que epílogo foi aquele? Fiquei uma semana sem ler nada, desanimada e repassando os últimos acontecimentos.

13- Hefesto: Deus do Ferro e do Fogo (Ferreiro dos Deuses) – Um livro que tenha ferro ou fogo na capa?

Resultado de imagem para livros com fogo na capa

Foi o único que me veio a cabeça na hora. Não cheguei a ler nenhum livro da saga Maze Runner e nem sei se chegarei a ler, porque tenho um amigo que me deu tanto spoilers que nem vale a pena.

14- Hermes: Deus do comércio (Mensageiro dos Deuses) – Um livro que você não compraria ou se arrependeu de ter comprado?

20416349

O Lado Bom da Vida, Matthew Quick. Eu não compraria esse livro porque não gostei dele, a química não bateu e a leitura não fluiu como imaginei. Não tenho nenhuma crítica quanto aos personagens, até gostei de alguns, mas a leitura foi arrastada e cansativa.

Espero que vocês tenham gostado e fiquem à vontade para responderem a TAG nos comentários ou dizer o que acharam das minhas respostas. Não vou taguear nenhum blog, infelizmente vou ter que passar despercebidamente longe da regra número 1, no entanto, sintam-se convidados a responder ❤

 

 

[Amores e Outras Bobagens] #2 Sobre Cantar na Xuxa

Minha paixão sempre foi a música. Sempre dei altos shows no chuveiro, tendo como plateia produtos de beleza que nunca julgaram minha voz desafinada. Quando era mais nova, as pessoas também não faziam questão de me alertar do quanto minha voz era irritante. Nãão. Choviam comentários de “nossa, que menina fofa” ou “essa vai ser cantora”. Até minha própria mãe compactuou com isso.

Por isso aos três anos eu jurava de pé junto que viveria da música e cantaria em programas de televisão. Sonhava alto, com palcos, autógrafos e uma legião de fãs. E, como não poderia deixar de ser, minha musa inspiradora era a Rainha dos Baixinhos. Meu coração de criança vibrava quando a Xuxa aparecia e eu me imaginava lá, cantando com ela.

Naquela época morávamos na Bahia, em uma cidadezinha pequena do interior, e não existia alma viva que não conhecesse minha família. Era uma noite bem quente de verão (lá sempre era quente, pra falar a verdade), e eu usava um vestidinho bordado e rodava ele nas coxas gorduchas para aliviar o calor. Meus pais estavam sentados em uma mesa, conversando com uns amigos quando me aproximei.

Mamãe me pegou e colocou no colo enquanto eu observava a mesa.

— E aí, Dudinha? — Barraca, um amigo dos meus pais, chamou minha atenção. Ele era um homem alto e forte que costumava visitar a casa da minha avó e me dar balas macias de iogurte. — Quando vai visitar minha barraquinha lá na praça?

Visitar uma barraquinha na praça? Ah, meus altos padrões infantis não gostaram disso.

Fingi que não era comigo e comecei a fazer um bolo de guardanapos, totalmente entediada e louca para ir embora.

— É, Dudinha — Mamãe comentou e apertou minhas bochechas. Afinal, o que os adultos têm contra as bochechas das crianças? — Vamos te levar para conhecer a barraca do Barraca. — E os adultos riram da frase. Continuei calada, irritada demais para dizer alguma coisa.

Desci do colo de mamãe e cruzei os braços, um sinal claro de que não estava gostando daquilo, mas mamãe nunca foi boa com sinais. Os adultos sempre interpretam as crianças de forma errada e por qualquer motivo somos a coisa mais fofa do mundo.

— Você gosta de cantar — Barraca continuou — Quando você vai cantar na minha barraca?

Ah! Qualé? Essa coisa de barraca e Barraca já estava enchendo. Levei as mãos pequenas e rechonchudas até a cintura, semicerrei os olhos e respondi com todo meu orgulho de pequena revelação da música:

— Meu filho, eu vou cantar é na Xuxa.

Eles riram, claro. Debochando do meu sonho e ignorando a cantorassa que estava na frente deles. E no fim, acabou que nem na Xuxa e nem na barraca do Barraca eu fui cantar. O sucesso morreu naquela noite, soterrado nos destroços da minha dignidade infantil.

—*—

Obs: Todos os fatos narrados são verdadeiros.

Outros contos de Amores e Outras Bobagens:

#1 Sobre os Primeiros Beijos

[Primeiras Impressões] A Caminho da Eternidade — Tatiane Tálita

Oioi gente!

Antes de começar as Primeiras Impressões, queria que vocês analisassem essa semana que passou e respondessem com sinceridade: como têm aproveitado a vida? Será que passam o dia reclamando ou suportam um trabalho desagradável? Se pararmos para pensar (e nem precisamos de muita reflexão para isso), veremos que nossa vida é muito curta. Vivemos em um meio apressado, com desconhecidos correndo a todo o vapor para cumprirem seus compromissos e ao final do dia, após todo esforço e cansaço, será que valeu a pena? Enquanto lia os primeiros capítulos de A Caminho da Eternidade, da Tatiane Tálita, meu maior questionamento foi: será que tenho aproveitado todos os momentos e vivido com intensidade?

51gqVgv8p7LO que uma pessoa que sabe que vai morrer é capaz de fazer?

Isabela Gusmão de Alvarenga cresceu dentro de uma redoma de vidro, cercada de carinho e proteção, para não se quebrar, para não morrer… mas Bela tinha um plano para se libertar e viver sem a sombra da morte pesando em seu caminho. Ela criou uma lista de onze passos para a Eternidade. E determinada em tornar seu instante de vida eterno, Isabela fechou os olhos, quebrou o vidro ao seu redor e se jogou no mundo, inventando uma nova história para si mesma.
Com ajuda do lutador conhecido como “O Suicida”, Oliver Partezanne, um jovem que não teme a morte, Bela vai caminhar para a eternidade e vai descobrir o quanto um instante bem vivido vale mais do que 100 anos de simples existência.
Isabela e Oliver vão se aventurar no doce sabor do agora, em um romance intenso, engraçado e doloroso.
Uma Não Princesa prestes a morrer e um Ogro fofo.
Uma história de vida, amor e morte.

“A vida é feita de instantes, faça seu instante ser infinito de felicidade…”
Isabela Gusmão de Alvarenga.

Páginas: 335     Ano: 2017     Autor: Tatiane Tálita
A única certeza que temos na vida, é que iremos morrer, no entanto, Isabela Gusmão de Alvarenga sabia que seu tempo seria menor que os demais.
Dizem os sábios que devemos temer mais uma vida insignificante do que a morte, pois viver é completamente diferente de existir. Tem pessoas que passam a vida inteira sem conseguir vivê-la de verdade, enquanto outros, fazem de instantes eternidade.
Após se mudar para São Paulo e ir morar com o irmão, Bela repara que sua vida tem passado como um borrão e seu maior medo não é morrer, mas sim como aproveitou seus últimos momentos. Até aquele instante, ela nada tinha a se orgulhar. Com um pai e um irmão super protetores demais, Bela vivia confinada a própria morte.
Já em São Paulo, a primeira pessoa que Isabela conhece é Oliver Partezanne, o Suicida, que participa de lutas ilegais para conseguir se sustentar e custear a vida que pretende ter fora do país. Vivendo a toda intensidade e sempre no limite, Oliver é o completo oposto de Isabela, porém, isso parece atraí-los no primeiro contato. Após ficarem presos no mesmo elevador, Oliver se sente curioso com relação a garota ruiva. E a surpresa é ainda maior quando Isabela descobre que Oliver é o melhor amigo de seu irmão e que, sem que seus pais saibam, mora no mesmo apartamento que Felipe.
Os primeiros capítulos apresentam os personagem. Admito que no primeiro contato, odiei o irmão de Isabela. Felipe não é só o irmão super protetor. É um babacão de marca maior que, ao meu ver, ao invés de se importar com a irmã, só está preocupado que algo de ruim aconteça e ele leve a culpa. Talvez eu esteja enganada, afinal, só li seis capítulos, mas até o momento Felipe está na minha lista negra de personagens para serem odiadas por toda a eternidade.
O nome do livro não poderia ser outro. A Caminho da Eternidade tem um significado único, é a eternidade de Isabela, suas lutas e conquistas. Bela cria uma lista com onze coisas que precisa fazer antes de morrer, e contando com a ajuda do lutador sem noção, irá caminhar até a eternidade. Até a sua eternidade.
É impossível não gostar da Isabela. Mesmo tendo lido pouco, esses capítulos mostraram uma garota de personalidade forte, muito decidida e que luta por seus ideais. E Oliver, ao contrário do que eu esperava, não é aquele mocinho babaca igual ao Felipe.
— Você não faz o meu tipo. — Respondeu, segura de si, jogando o cabelo para trás e levantando bem o pescoço para encarar Oliver frente a frente, para não transparecer que tinha mentido […].
— Você também não faz o meu tipo, gosto de garotas bem resolvidas e bem-humoradas. Você é um porre. — Ele riu, tentando esconder o contragosto […] — Amigos? — Oliver perguntou, estendendo a mão.
Bela hesitou por alguns segundos. Pensando em toda a situação em qual estava. Sua vida parecia fora dos trilhos.
— Amigos. — Respondeu pegando firme na mão dele e dando-lhe um belo e doloroso sorriso que mexeu com a mente segura dele. — Bora lá, lutador. 
Eu particularmente gostei bastante da premissa. Há uns três anos fiz uma lista de coisas que queria fazer antes dos vinte, e após iniciar a leitura de A Caminho da Eternidade, pretendo fazer uma lista para a vida toda, com todas aquelas vontades loucas e desejos que podem parecer simples, mas que para mim tem um significado especial.
Bem, é uma leitura que vale a pena. A escrita a autora é fluida e os personagens são cativantes, e no início dos capítulos há citações de séries e músicas incríveis que dão um significado maior e mais especial a trama. Prevejo futuras lágrimas? Com certeza!