[Resenha] Lázaro – A Maldição dos Mortos

Oi, gente, meu nome é Iggor ( É. Com dois G’s mesmo) Valeriano, eu tô aqui a convite da Duda (não sei se ponho “Almeida” ou não) para falar um pouco sobre o livro “Lázaro- A Maldição dos Mortos” para vocês.

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Avenida Paulista – 18h00min

Três carretas.

De dentro delas, mortos-vivos são liberados, espalhando o caos pela cidade de São Paulo. Do dia para a noite, a sociedade tem suas estruturas abaladas e entra em colapso. Ao mesmo tempo, Luca, seu tio e amigos tentam a todo custo escapar do pesadelo. Mas sair da cidade não é o fim, e sim apenas o começo da era dos mortos-vivos. De onde eles vêm? Será que a maior cidade da América Latina resistirá?

Do autor de “Graham – O Continente Lemúria”, “Lázaro – A Maldição dos Mortos” tem um ritmo frenético que prende o leitor da primeira à última página.

Amazon – Selo Jovem – Mercado Livre

Eu estava realmente ansioso para ler e resenhar “Lázaro – A Maldição dos Mortos”, isto porque sou um grande fã de livros de ficção e fantasia, e este livro já me conquistou nas primeiras páginas. Por sempre gostar deste estilo de leitura, ficava me perguntando: por que alguém não escreve sobre um apocalipse zumbi no Brasil? Bom… Alguém escreveu.

Luca Torres é um jovem no auge de seus vinte anos que de repente se vê em um cenário desolador, fugindo de zumbis assassinos. Particularmente, nunca gostei de protagonistas. Eles são sempre perfeitos e bons demais em tudo, como se pudessem salvar o mundo a qualquer momento. E o que me encantou no Luca é que ele não possui nada de muito especial, sendo um cara normal, plausível. Essa realidade do personagem é o que nos conquista e nos aproxima da história.

De uma hora para a outra é como se Luca estivesse em uma realidade alternativa, em um mundo completamente estranho, onde a maior cidade da América Latina é um verdadeiro inferno e onde há mortos vivos por toda a parte, matando todos que vê pela frente. Nenhum lugar parece seguro, tudo o que as pessoas podem fazer é fugir para o mais longe possível de tudo aquilo ou resistirem e enfrentar algo que nunca viram.

Com seu colega de trabalho, Pietro, que estava com ele nos primeiros momentos do pandemônio, o casal de amigas Silvinha e Bela, e seu tio Bernardo, Luca parte numa empreitada para escapar daquela cidade que agora é um cemitério, onde até os mortos estão vivos. Enquanto tudo acontece, Luca precisa se manter firme naquela situação, além de tentar compreender suas estranhas visões em relação àquele “fim do mundo”.

Pietro é, sem sombra de dúvidas, meu personagem preferido. É nítido o madurecimento dele no decorrer da história, onde vai ganhando força e profundidade, e por isso me cativou de uma maneira inesperada. Além dele, Silvinha e Bela são o casal mais fofo que o mundo precisa conhecer. São extremamente divertidas, em especial, Bela, que tem a incrível capacidade de fazer humor nos momentos mais tensos. Simplesmente amo esse tipo de pessoa, principalmente porque sou uma delas.

Tio Bernardo é, com certeza, o grande herói em várias situações. General reformado, a sua coragem e as habilidades adquiridas nos anos de serviço garantiram a sobrevivência do grupo nos momentos de mais risco (talvez seja spoiler, não sei direito).

Em entrevista ao blog “Vitamina L”, no dia 26 de maio deste ano, o autor foi questionado sobre o que o leitor podia esperar de “Lázaro – A Maldição dos Mortos”. Em resposta, disse: “Um livro com muita ação e um ritmo frenético, com personagens ‘reais’ misturando-se à ficção”.

Bom, depois de finalizar a leitura, posso afirmar que o autor cumpriu sua promessa. ‘Ação” é a palavra que mais caracteriza o enredo. A forma como as diversas situações vão fluindo naturalmente, sem parar, é emocionante. Os momentos de tensão são do tipo de prender a respiração. As descrições são tão detalhadas que é como se as cenas estivessem acontecendo em frente aos personagens, como o próprio autor disse: reais, misturando-se a ficção.

Outro aspecto do livro que me interessou bastante foi a forma como A. Wood apresenta diferentes pontos de vista relacionados à toda aquela situação apocalíptica. Vários personagens vão surgindo ao longo de toda a trama. Essa liberdade para expandir a visão sobre tudo só é possível porque a história é narrada em terceira pessoa e, como consequência, a leitura se torna fresca e nem um pouco tediante ou maçante.

Também achei incrível a representatividade LGBT que o autor pôs na história. Alguns livros e filmes possuem esta “representatividade”, entretanto, na maioria das vezes ela é estereotipada ou pequena demais, e nesse livro a abordagem é enfática e natural, mostrando que a homossexualidade é absolutamente normal, assim como a heterossexualidade seria na história. Esta representatividade é de extrema importância na literatura brasileira e ver autores abraçando essa causa e debatendo este assunto é ainda mais importante.

Bom, essa foi a minha primeira resenha, ela foi feita e refeita muito até chegarmos aqui e espero que tenha ficado boa. “Lázaro – A maldição dos mortos” é uma história vibrante e acelerada, o enredo foi capaz de me prender de uma maneira inesperada. E eu não poderia terminar a resenha sem dizer o quanto eu passei a admirar o trabalho de A. Wood, um autor que, sem sombra de dúvidas, vem agregando mais credibilidade ao mercado literário nacional.
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Tag: Deuses do Olimpo

Oioi gente! Como vocês estão?

Desculpa o sumiço. Eu estava passando mal esses dias e atolada em trabalhos. Acho que a escola está acabando comigo, mas beleza, nenhum professor se importa. Matéria atrasada que segue.

Obs: eu faço graça com a minha desgraça acadêmica, mas no fundo eu tô surtando, tá? Não aguento mais o ensino médio, e ainda tem a faculdade. Será que dá tempo de voltar pra barriga da minha mãe?

Eu fui tagueada pela Ianca do blog Deixa-me Ser. O blog dela é muito legal, então deem uma passadinha por lá para conhecer.

Vamos as regras da TAG:

  • Taguear no mínimo 5 blogs.
  • Dizer quem são os criadores da Tag, inserindo os links.
  • Dizer na postagem que te tagueou, inserindo os links.

Os criadores são o Davyd Santos do blog Encontro com Livros e o Magno Ribeiro do Diálogo Literário.

Agora vamos as perguntas, né?

1- Zeus: Rei dos Deuses – Qual livro é o rei da sua estante?

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O livro é bem fino e o meu favorito de todos (resenha aqui). Ele conta a história de Paulo Sérgio, um garoto que começa a receber cartas anônimas de uma admiradora secreta. O livro é muito bonito e cativante, abordando um assunto muito comum entre leitores: poder viajar para diferentes partes do mundo sem sair do lugar.

2-Hera: Deusa do casamento – Um casal que você shippa?

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Bem, é uma pergunta muito difícil, porque eu sou a maior shippadora do mundo. Mas, com toda certeza, esse é o meu trio preferido. Tanto o Will quanto o Jem, da trilogia Peças Infernais, vivem um romance lindo com a Tessa e que me arrancou uma quantidade enorme de lágrimas.

3- Poseidon: Rei dos Mares – Qual livro você jogaria no mar do esquecimento?

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Fallen e sempre será Fallen. Olha, respeito profundamente quem leu e gostou, mas pra mim não deu. Odiei o livro, os personagens foram mal construídos e a trama gira em torno de uma garota sem sal que, por algum milagre, tem uma legião de criaturas apaixonadas/ligadas/sei-lá-o-que por ela. Como isso aconteceu aposto que nem a autora sabe.

4- Deméter: Deusa da Agricultura – Imaginando que sua bagagem literária é uma árvore, qual foi o livro semente?

Não lembro o nome, porque comecei a ler têm muitos anos, no entanto, como o livro marcou minha vida e me iniciou nessa jornada, lembro que era referente a lenda do Papa Figo. Eu peguei na escola, tinha umas partes ilustradas no início dos capítulos e fiquei com medo de ler à noite. Esse livro foi o primeiro do qual me lembro e que abriu as portas para o gênero suspense.

5- Hades: Deus dos Mortos – Um personagem que você mataria?

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Esse é um livro que estou relendo, então o personagem que mais odeio no momento é Tomas Veras, um cara bem babacão que teve a coragem de trair a noiva com o casamento já marcado.

Um Novo Amor (resenha aqui) é um chick-lit descontraído e superdivertido, com uma protagonista que passa por altos e baixos.

6- Héstia: Deusa virgem do lar – Qual personagem você levaria para casa?

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Lucius Vladescu (é Vla-DÊS-cu e se pronunciar errado o vampiro fica todo irritadinho), de Como se Livrar de Um Vampiro Apaixonado. Gente, eu tenho uma dózinha do Lucius, ele é tão fofinho e metido a cavalheiro do século passado que dá vontade de colocar num potinho.

7- Afrodite: Deusa do Amor e da Sensualidade – Um livro pelo qual você se apaixonou?

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Pollyana, da Eleanor H. Porter (resenha aqui). A obra é um clássico incrível que conta a história de uma garotinha que acaba ficando órfã e é obrigada a morar com a tia. De uma forma descontraída, o livro narra a vida e o otimismo de Pollyana, que enfrenta altos e baixos sempre buscando tirar proveito de todas as situações. Jane é uma exímia desenhista que acabou abandonando a arte.

8- Apolo: Deus do Sol e da Arte – Um personagem artista?

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Austenlândia, Shannon Hale (resenha aqui). Como o próprio nome já deixa subentendido, o livro se passa no “universo de Jane Austen”. O ambiente do século XIX (dezenove) é recriado em Londres, e Jane Hayes, uma moça de 33 anos obcecada por Mrs Darcy, embarca nesse universo fantasioso para acabar de uma vez por todas com seu amor impossível.

9- Ártemis: Deusa virgem da caça – O livro que te levou a grandes aventuras?

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A série Os Karas, do Pedro Bandeira, marcou minha adolescência. Eu amo livros infanto-juvenis e recomendo essa série para todos os meus amigos que não gostam de ler, mas querem começar. A Droga da Obediência conta com uma turma de adolescentes que se juntam para combater crimes. O primeiro supercaso dos jovens é o sumiço misterioso de algumas crianças e, ao embarcarem nessa aventura, muitas outras virão.

10- Ares: Deus da Guerra – Um livro ou personagem que te deixou com ódio?

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Christian Grey, Cinquenta Tons de Cinza. Eu não suporto o Sr Grey, considero o relacionamento entre ele e a Anastasia abusivo, e durante a leitura, do início até onde parei (porque não tive paciência pra ler tudo), só senti vontade de socá-lo.

O cara perseguiu a garota, rastreou o celular dela para localizá-la. Se isso não prova o quão psicopata o Sr Grey é, não sei mais o que argumentar.

11- Atena: Deusa Virgem da Sabedoria – Um personagem que te inspira?

Na verdade são duas personagens que eu não poderia deixar de citar: Katniss Everdeen, Jogos Vorazes, que é um exemplo de força e resistência; e Elizabeth Bennet, Orgulho e Preconceito, que além de ser uma das minhas personagens favoritas, desempenha um papel muito significativo para a época em que vivia, recusando-se a se casar se não por amor.

 12- Dionísio: Deus do vinho e das festas – Qual foi a sua maior ressaca literária?

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Novamente a trilogia Peças Infernais. O ultimo livro tem uma reviravolta esperada e inesperada com o casal principal. E o epílogo, nem comento. Céus, que epílogo foi aquele? Fiquei uma semana sem ler nada, desanimada e repassando os últimos acontecimentos.

13- Hefesto: Deus do Ferro e do Fogo (Ferreiro dos Deuses) – Um livro que tenha ferro ou fogo na capa?

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Foi o único que me veio a cabeça na hora. Não cheguei a ler nenhum livro da saga Maze Runner e nem sei se chegarei a ler, porque tenho um amigo que me deu tanto spoilers que nem vale a pena.

14- Hermes: Deus do comércio (Mensageiro dos Deuses) – Um livro que você não compraria ou se arrependeu de ter comprado?

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O Lado Bom da Vida, Matthew Quick. Eu não compraria esse livro porque não gostei dele, a química não bateu e a leitura não fluiu como imaginei. Não tenho nenhuma crítica quanto aos personagens, até gostei de alguns, mas a leitura foi arrastada e cansativa.

Espero que vocês tenham gostado e fiquem à vontade para responderem a TAG nos comentários ou dizer o que acharam das minhas respostas. Não vou taguear nenhum blog, infelizmente vou ter que passar despercebidamente longe da regra número 1, no entanto, sintam-se convidados a responder ❤

 

 

[Amores e Outras Bobagens] #2 Sobre Cantar na Xuxa

Minha paixão sempre foi a música. Sempre dei altos shows no chuveiro, tendo como plateia produtos de beleza que nunca julgaram minha voz desafinada. Quando era mais nova, as pessoas também não faziam questão de me alertar do quanto minha voz era irritante. Nãão. Choviam comentários de “nossa, que menina fofa” ou “essa vai ser cantora”. Até minha própria mãe compactuou com isso.

Por isso aos três anos eu jurava de pé junto que viveria da música e cantaria em programas de televisão. Sonhava alto, com palcos, autógrafos e uma legião de fãs. E, como não poderia deixar de ser, minha musa inspiradora era a Rainha dos Baixinhos. Meu coração de criança vibrava quando a Xuxa aparecia e eu me imaginava lá, cantando com ela.

Naquela época morávamos na Bahia, em uma cidadezinha pequena do interior, e não existia alma viva que não conhecesse minha família. Era uma noite bem quente de verão (lá sempre era quente, pra falar a verdade), e eu usava um vestidinho bordado e rodava ele nas coxas gorduchas para aliviar o calor. Meus pais estavam sentados em uma mesa, conversando com uns amigos quando me aproximei.

Mamãe me pegou e colocou no colo enquanto eu observava a mesa.

— E aí, Dudinha? — Barraca, um amigo dos meus pais, chamou minha atenção. Ele era um homem alto e forte que costumava visitar a casa da minha avó e me dar balas macias de iogurte. — Quando vai visitar minha barraquinha lá na praça?

Visitar uma barraquinha na praça? Ah, meus altos padrões infantis não gostaram disso.

Fingi que não era comigo e comecei a fazer um bolo de guardanapos, totalmente entediada e louca para ir embora.

— É, Dudinha — Mamãe comentou e apertou minhas bochechas. Afinal, o que os adultos têm contra as bochechas das crianças? — Vamos te levar para conhecer a barraca do Barraca. — E os adultos riram da frase. Continuei calada, irritada demais para dizer alguma coisa.

Desci do colo de mamãe e cruzei os braços, um sinal claro de que não estava gostando daquilo, mas mamãe nunca foi boa com sinais. Os adultos sempre interpretam as crianças de forma errada e por qualquer motivo somos a coisa mais fofa do mundo.

— Você gosta de cantar — Barraca continuou — Quando você vai cantar na minha barraca?

Ah! Qualé? Essa coisa de barraca e Barraca já estava enchendo. Levei as mãos pequenas e rechonchudas até a cintura, semicerrei os olhos e respondi com todo meu orgulho de pequena revelação da música:

— Meu filho, eu vou cantar é na Xuxa.

Eles riram, claro. Debochando do meu sonho e ignorando a cantorassa que estava na frente deles. E no fim, acabou que nem na Xuxa e nem na barraca do Barraca eu fui cantar. O sucesso morreu naquela noite, soterrado nos destroços da minha dignidade infantil.

—*—

Obs: Todos os fatos narrados são verdadeiros.

Outros contos de Amores e Outras Bobagens:

#1 Sobre os Primeiros Beijos

[Primeiras Impressões] A Caminho da Eternidade — Tatiane Tálita

Oioi gente!

Antes de começar as Primeiras Impressões, queria que vocês analisassem essa semana que passou e respondessem com sinceridade: como têm aproveitado a vida? Será que passam o dia reclamando ou suportam um trabalho desagradável? Se pararmos para pensar (e nem precisamos de muita reflexão para isso), veremos que nossa vida é muito curta. Vivemos em um meio apressado, com desconhecidos correndo a todo o vapor para cumprirem seus compromissos e ao final do dia, após todo esforço e cansaço, será que valeu a pena? Enquanto lia os primeiros capítulos de A Caminho da Eternidade, da Tatiane Tálita, meu maior questionamento foi: será que tenho aproveitado todos os momentos e vivido com intensidade?

51gqVgv8p7LO que uma pessoa que sabe que vai morrer é capaz de fazer?

Isabela Gusmão de Alvarenga cresceu dentro de uma redoma de vidro, cercada de carinho e proteção, para não se quebrar, para não morrer… mas Bela tinha um plano para se libertar e viver sem a sombra da morte pesando em seu caminho. Ela criou uma lista de onze passos para a Eternidade. E determinada em tornar seu instante de vida eterno, Isabela fechou os olhos, quebrou o vidro ao seu redor e se jogou no mundo, inventando uma nova história para si mesma.
Com ajuda do lutador conhecido como “O Suicida”, Oliver Partezanne, um jovem que não teme a morte, Bela vai caminhar para a eternidade e vai descobrir o quanto um instante bem vivido vale mais do que 100 anos de simples existência.
Isabela e Oliver vão se aventurar no doce sabor do agora, em um romance intenso, engraçado e doloroso.
Uma Não Princesa prestes a morrer e um Ogro fofo.
Uma história de vida, amor e morte.

“A vida é feita de instantes, faça seu instante ser infinito de felicidade…”
Isabela Gusmão de Alvarenga.

Páginas: 335     Ano: 2017     Autor: Tatiane Tálita
A única certeza que temos na vida, é que iremos morrer, no entanto, Isabela Gusmão de Alvarenga sabia que seu tempo seria menor que os demais.
Dizem os sábios que devemos temer mais uma vida insignificante do que a morte, pois viver é completamente diferente de existir. Tem pessoas que passam a vida inteira sem conseguir vivê-la de verdade, enquanto outros, fazem de instantes eternidade.
Após se mudar para São Paulo e ir morar com o irmão, Bela repara que sua vida tem passado como um borrão e seu maior medo não é morrer, mas sim como aproveitou seus últimos momentos. Até aquele instante, ela nada tinha a se orgulhar. Com um pai e um irmão super protetores demais, Bela vivia confinada a própria morte.
Já em São Paulo, a primeira pessoa que Isabela conhece é Oliver Partezanne, o Suicida, que participa de lutas ilegais para conseguir se sustentar e custear a vida que pretende ter fora do país. Vivendo a toda intensidade e sempre no limite, Oliver é o completo oposto de Isabela, porém, isso parece atraí-los no primeiro contato. Após ficarem presos no mesmo elevador, Oliver se sente curioso com relação a garota ruiva. E a surpresa é ainda maior quando Isabela descobre que Oliver é o melhor amigo de seu irmão e que, sem que seus pais saibam, mora no mesmo apartamento que Felipe.
Os primeiros capítulos apresentam os personagem. Admito que no primeiro contato, odiei o irmão de Isabela. Felipe não é só o irmão super protetor. É um babacão de marca maior que, ao meu ver, ao invés de se importar com a irmã, só está preocupado que algo de ruim aconteça e ele leve a culpa. Talvez eu esteja enganada, afinal, só li seis capítulos, mas até o momento Felipe está na minha lista negra de personagens para serem odiadas por toda a eternidade.
O nome do livro não poderia ser outro. A Caminho da Eternidade tem um significado único, é a eternidade de Isabela, suas lutas e conquistas. Bela cria uma lista com onze coisas que precisa fazer antes de morrer, e contando com a ajuda do lutador sem noção, irá caminhar até a eternidade. Até a sua eternidade.
É impossível não gostar da Isabela. Mesmo tendo lido pouco, esses capítulos mostraram uma garota de personalidade forte, muito decidida e que luta por seus ideais. E Oliver, ao contrário do que eu esperava, não é aquele mocinho babaca igual ao Felipe.
— Você não faz o meu tipo. — Respondeu, segura de si, jogando o cabelo para trás e levantando bem o pescoço para encarar Oliver frente a frente, para não transparecer que tinha mentido […].
— Você também não faz o meu tipo, gosto de garotas bem resolvidas e bem-humoradas. Você é um porre. — Ele riu, tentando esconder o contragosto […] — Amigos? — Oliver perguntou, estendendo a mão.
Bela hesitou por alguns segundos. Pensando em toda a situação em qual estava. Sua vida parecia fora dos trilhos.
— Amigos. — Respondeu pegando firme na mão dele e dando-lhe um belo e doloroso sorriso que mexeu com a mente segura dele. — Bora lá, lutador. 
Eu particularmente gostei bastante da premissa. Há uns três anos fiz uma lista de coisas que queria fazer antes dos vinte, e após iniciar a leitura de A Caminho da Eternidade, pretendo fazer uma lista para a vida toda, com todas aquelas vontades loucas e desejos que podem parecer simples, mas que para mim tem um significado especial.
Bem, é uma leitura que vale a pena. A escrita a autora é fluida e os personagens são cativantes, e no início dos capítulos há citações de séries e músicas incríveis que dão um significado maior e mais especial a trama. Prevejo futuras lágrimas? Com certeza!

[Resenha] A Noiva do Capitão — Tessa Dare

Oioi gente!

Esse é o terceiro livro da minha TBR de inverno e eu estava louca para falar dele com vocês. Além dessa capa extraordinariamente linda, o livro e os personagens são encantadores.

Antes de começar a resenha, tenho que informar que esse é o terceiro livro da série Castles Ever After, da Tessa Dare. Li fora da ordem porque sou rebelde meeesmo. Ok, ok, parei.

Os livros são independentes, então creio que não aja nenhum problema em ler fora da ordem, e eu estava louca para ler esse livro, porque a sinopse chamou minha atenção. Pois é, pela primeira vez li um livro pela sinopse e não pela capa.

a-noiva-do-capitao-tessa-dare-1024x1478Madeline possui muitas habilidades preciosas: é uma excelente desenhista, escreve cartas como ninguém e tem uma criatividade fora do comum. Mas se tem algo em que ela nunca consegue obter sucesso, por mais que tente, é em se sentir confortável quando está cercada por muitas pessoas… Chega a lhe faltar o ar! Um baile para ser apresentada à Sociedade é o sonho de muitas garotas em idade para casar, mas é o pesadelo de Maddie. 

E, para escapar dessa obrigação, a jovem cria um suposto noivo: um capitão escocês. Ela coloca todo o seu amor em cartas destinadas ao querido – e imaginário – Capitão Logan MacKenzie e convence toda a sua família de que estão profunda e verdadeiramente apaixonados. 

Maddie só não imaginava que o Capitão “MacFajuto” iria aparecer à sua porta, mais lindo do que ela descrevia em suas cartas apaixonadas e pronto para cobrar tudo o que ela lhe prometeu.

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Editora: Gutenberg     ano: 2017     Páginas: 256     autor: Tessa Dare

Madeline Gracechurch parecia ter nascido no século errado. Nunca desejou ser o centro das atenções e fugia de eventos sociais. Prestes a ser apresentada a sociedade londrina, Maddie sabia que não iria conseguir. Ela congelava quando havia muitas pessoas ao seu redor. E ir a um baile? Nem em sonho.

Por isso, com a imaginação sempre aflorada e o desespero a corroendo, Madeline arruma um noivo, mais precisamente: ela cria um. O Capitão Logan Mackenzie parecia ser o partido perfeito. Além de ser escocês e estar longe o bastante da Inglaterra, ele era bonito e perdidamente apaixonado pela dama, reservava seu tempo livre para ler as cartas de sua amada e lhe escrever poemas apaixonados, e, o melhor de tudo: não existia.

O pai de Maddie, que antes parecia apavorado com a ideia de sua filha não se sair bem no meio da alta sociedade, parou de perturba-la. Agora a jovem passava suas tardes escrevendo missivas ao Capitão MacFajuto e as destinando à um lugar qualquer e para um homem imaginário.

A mentira ganha tamanha proporção que os irmãos mais novos de Maddie passam a orar todas as noites pelo capitão, e a moça chegou a ganhar do padrinho um castelo na Escócia, para morarem quando o noivo retornar da guerra.

Após ver que sua mentira foi longe demais, Madeline decidiu que chegou o fim: o Capitão Logan Mackenzie precisava morrer. E então, com um fim trágico, porém muito heróico, a protagonista abandonou seu amado McFajuto, à quem dedicou anos de sua vida.

Maddie finalmente estava livre. Era senhora do Castelo de Lannir e estava trabalhando com o que mais gostava, ilustrando ciclos de insetos para um nobre. E tudo graças ao fictício falecido, que lhe deu sua carta de alforria. Tudo corria bem, claro, até que o verdadeiro e vivíssimo Capitão Logan Mackenzie surge em sua porta.

Logan era um legítimo capitão escocês. Até kilt o homem vestia. E tinha os ombros largos, os olhos e o tamanho. Céus! Logan era maravilhoso, porém, nada do que Maddie sonhou. Não existia o capitão apaixonado que escrevia poemas, só um homem deliciosamente belo, que “acidentalmente” havia recebido todas suas cartas e agora pretendia cobrar tudo que Madeline prometera nelas. Isso incluía um casamento de verdade e a posse do castelo, onde Logan pretendia estabelecer residência com todos os seus soldados.

— Você… — As palavras morreram na língua dela. Maddie pigarreou e tentou de novo. — Você ficava esperando minhas cartas?

— A guerra é uma ocupação brutal, mo chridhe. Além de ser um tédio e muito desconfortável. Meias são motivo de comemoração. Uma escova de dentes — ele levantou a que tinha em mãos — Vale o peso em ouro. Cartas são o maná dos céus.

O Capitão Logan Mackenzie, após retornar da guerrapretendia devolver à vida a seus homens, no entanto, suas terras haviam sido tomadas e ingleses moravam nelas. Com a pretensão de cumprir sua promessa e assegurar um novo recomeço aos homens que confiaram a vida nele, Logan não vê outra saída, senão ir atrás da dama que lhe escreveu por anos. Ele sabia que havia um castelo em jogo e estava disposto a enfrentar a aparência que a moça tivesse, desde que isso garantisse um lar a seus soldados. O capitão só não contava que Maddie era uma criaturinha ardilosa, com grandes olhos e uma imaginação enorme. E que faria de tudo para resistir aos seus toques, deixando-o completamente louco.

Quando ele afastou o tecido para os lados, não conseguiu acreditar na visão que o aguardava. Ele esperava encontrar uma pele delicada, clara. Em vez disso, ele encontrou… mais tecido.

— Não dá para acreditar. Você está usando duas camisolas.

Ela aquiesceu.

—  E eu pus a de dentro de trás para frente. Uma camada extra de defesa.

Apesar dos pesares, os dois estabelecem uma boa relação. Após se casarem, Madeline pretendia adiar a consumação enquanto tentava arrumar outra saída, e Logan, mesmo estando há anos sem se deitar com uma mulher, não a força a nada.

— Oh, sério, Logan? Isso não é justo.

Ele ergueu os olhos de onde estava, reclinado na espreguiçadeira do quarto, o rosto parcialmente escondido atrás de um livro encadernado em couro verde.

— O que foi? — Ele perguntou.

— Você está lendo Orgulho e Preconceito?

— Eu encontrei na sua estante. — Ele deu de ombros.

Vê-lo lendo qualquer livro já era ruim o bastante. Mas seu livro favorito? Aquilo era tortura.

Desde o início de 2017 que queria muito ler A Noiva do Capitão, mas, após finalmente comprar o e-book, não conseguia tempo para isso. Foi só com a TBR de inverno e duas madrugadas acordada que finalizei a leitura. Nossa! Foi maravilhoso, encantador e apaixonante.

Amo romances de época, mas tenho que admitir que estava ficando um pouco desapontada com os mesmos enredos e tudo o mais. Aí surgiu esse livro e me surpreendeu de inúmeras formas. Ele é narrado em terceira pessoa e conta com um enredo muito bem construído e personagens cativantes.

Logan não é exatamente o herói esperado. Além de não pertencer a aristocracia, o capitão tem um passado doloroso e uma honra desmedida. Ele é o completo oposto dos protagonistas dos romances da Julia Quinn. Maddie também foi ótima. Com uma imaginação enorme, ela ganhou meu coração. Sempre muito sonhadora e fantasiando coisas que não existiam, Madeline parecia uma versão minha demasiadamente melhorada. Quanto aos personagens secundários, os soldados de Logan e a tia de Maddie dão mais vida e graça a obra.

Para finalizar a resenha, vou deixar dois quotes que postei na fanpage e no Instagram e que contém dicas horríveis de como fazer uma mulher se apaixonar:

Espero que tenham gostado ❤